Jornalista denuncia ser vítima de assédio sexual de suas fontes no Quirguistão
"Quero que me vejam como uma jornalista, e não como um objeto sexual", escreveu Asel Kalybekova.
Atualizado em 14/08/2014 às 18:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Uma jornalista do Quirguistão, república asiática que faz fronteira com a China e o Cazaquistão, publicou em seu blog no site Eurasianet um texto intitulado "Quero uma entrevista, não um encontro". No post, a correspondente Asel Kalybekova revela o constante assédio sexual que as mulheres profissionais da imprensa enfrentam no país, principalmente por parte das próprias fontes.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pede para ser respeitada como profissional por suas fontes
"Quando bato na porta de mais um político quirquiz, funcionário público ou empresário, tenho várias perguntas. Esse é meu trabalho como jornalista. Mas a pergunta que mais agita meus nervos não está no meu caderno: Ele vai dar em cima de mim?", diz o . Asel continua, citando outros casos de assédio que sofreu durante entrevistas e na apuração de reportagens.
A jornalista diz que no Quirguistão as mulheres ainda são vistas como simples "pedaços de carne". Ela cita uma pesquisa, feita com 8 mil cidadãs do país, em que 6% responderam que uma esposa que queima a comida merece apanhar. Outros 23% acreditam que a violência é justificável se a mulher sai de casa sem avisar o marido.
"Quando ando pelas salas do poder no Quirguistão, sou um alvo. Quero que minhas fontes me vejam como uma jornalista, uma profissional, não como um objeto sexual. Quero que falem comigo sobre negócios e política, não sobre o quão bonita eu sou. Por que eles estão afetando a maneira como eu mesma me vejo", conclui Asel.
Outras jornalistas concordam com Asel. "Eu empatizo totalmente com esse artigo da Eurasianet. Tive experiências parecidas pesquisando no Quirguistão", publicou no Twitter a repórter russa Dena Sholk.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pede para ser respeitada como profissional por suas fontes
"Quando bato na porta de mais um político quirquiz, funcionário público ou empresário, tenho várias perguntas. Esse é meu trabalho como jornalista. Mas a pergunta que mais agita meus nervos não está no meu caderno: Ele vai dar em cima de mim?", diz o . Asel continua, citando outros casos de assédio que sofreu durante entrevistas e na apuração de reportagens.
A jornalista diz que no Quirguistão as mulheres ainda são vistas como simples "pedaços de carne". Ela cita uma pesquisa, feita com 8 mil cidadãs do país, em que 6% responderam que uma esposa que queima a comida merece apanhar. Outros 23% acreditam que a violência é justificável se a mulher sai de casa sem avisar o marido.
"Quando ando pelas salas do poder no Quirguistão, sou um alvo. Quero que minhas fontes me vejam como uma jornalista, uma profissional, não como um objeto sexual. Quero que falem comigo sobre negócios e política, não sobre o quão bonita eu sou. Por que eles estão afetando a maneira como eu mesma me vejo", conclui Asel.
Outras jornalistas concordam com Asel. "Eu empatizo totalmente com esse artigo da Eurasianet. Tive experiências parecidas pesquisando no Quirguistão", publicou no Twitter a repórter russa Dena Sholk.





