Jornalista deixa emprego e faculdade para cuidar de avó com Alzheimer
"Compartilhar a dor não é sofrer no coletivo, é livrar quem dela sofre". A frase é do jornalista Fernando Aguzzoli, 22, descrita na pagina no Facebook.
Atualizado em 25/04/2014 às 11:04, por
Alana Rodrigues*.
sofrer no coletivo, é livrar quem dela sofre". A frase é do jornalista Fernando Aguzzoli, 22, descrita na pagina no Facebook. Quando a escreveu, ele se inspirou nos cuidados com a avó, diagnosticada com mal de Alzheimer. O jovem decidiu largar seu trabalho e trancar a faculdade de Filosofia para acompanhá-la e deu novas perspectivas à vida de quem é portador da doença.
Crédito:Arquivo pessoal Fernando largou a faculdade para cuidar de Nilda, a avó diagnosticada com Mal de Alzheimer
“Decidi criar a página em setembro de 2013, quando já estava cheio de ouvir apenas o lado positivo do Alzheimer. Todo mundo dizia para a internarmos, porque justamente toda informação da doença indica o afastamento ente familiar e portador, é contra isso que luto”, explica ele.
O perfil criado pelo jornalista na rede social espalha conteúdos didáticos, como pesquisas de cientistas, e se dedica a oferecer uma visão positiva do cotidiano de pessoas com a doença. Até o momento, a página já alcançou mais de 10 mil seguidores, uma surpresa para o criador.
“Criei a página para amigos próximos se divertirem conosco e junto aprenderem mais sobre a doença. Acabou que virou um projeto social e agora ajuda pessoas que curtem e dividem comigo as situações pelas quais passam com seus pais e avós”, diz.
Fernando conta que recebe diversas mensagens por dia com relatos, sugestões e agradecimentos pelas dicas. “As mensagens chegam de minuto em minuto, já somam milhares e todas emocionantes. Há aqueles que lamentam por não terem sido confrontados com essa 'outra óptica' mais cedo, quando ainda cuidavam de seus avós”, esclarece.
A ideia de Aguzzoli foi além do Facebook, e após sugestões de internautas, ele decidiu passar sua experiência para o papel e escreveu o livro "Quem, eu?", finalizado em novembro de 2013, um mês antes da morte da avó, em decorrência de uma infecção urinária.
A previsão é que o título seja lançado em setembro. O jornalista busca captação de patrocínio para adiantar a data. “Ainda é uma doença rodeada por dúvidas inclusive dentro da comunidade médico-científica. Sendo assim, essas famílias encontraram em nossa experiência uma forma de executar o bom humor e a leveza em seu dia-a -dia. O livro vai divertir muito e emocionar também”, acrescenta ele.
Para Fernando, as pessoas fazem perguntas erradas acerca da doença. “Não cabe a nós saber o por quê da doença atingir nossos entes amados, nem por que isso está acontecendo conosco. A pergunta certa e necessária nesse momento é: Se não posso curá-la, o que eu posso fazer?”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Arquivo pessoal Fernando largou a faculdade para cuidar de Nilda, a avó diagnosticada com Mal de Alzheimer
“Decidi criar a página em setembro de 2013, quando já estava cheio de ouvir apenas o lado positivo do Alzheimer. Todo mundo dizia para a internarmos, porque justamente toda informação da doença indica o afastamento ente familiar e portador, é contra isso que luto”, explica ele.
O perfil criado pelo jornalista na rede social espalha conteúdos didáticos, como pesquisas de cientistas, e se dedica a oferecer uma visão positiva do cotidiano de pessoas com a doença. Até o momento, a página já alcançou mais de 10 mil seguidores, uma surpresa para o criador.
“Criei a página para amigos próximos se divertirem conosco e junto aprenderem mais sobre a doença. Acabou que virou um projeto social e agora ajuda pessoas que curtem e dividem comigo as situações pelas quais passam com seus pais e avós”, diz.
Fernando conta que recebe diversas mensagens por dia com relatos, sugestões e agradecimentos pelas dicas. “As mensagens chegam de minuto em minuto, já somam milhares e todas emocionantes. Há aqueles que lamentam por não terem sido confrontados com essa 'outra óptica' mais cedo, quando ainda cuidavam de seus avós”, esclarece.
A ideia de Aguzzoli foi além do Facebook, e após sugestões de internautas, ele decidiu passar sua experiência para o papel e escreveu o livro "Quem, eu?", finalizado em novembro de 2013, um mês antes da morte da avó, em decorrência de uma infecção urinária.
A previsão é que o título seja lançado em setembro. O jornalista busca captação de patrocínio para adiantar a data. “Ainda é uma doença rodeada por dúvidas inclusive dentro da comunidade médico-científica. Sendo assim, essas famílias encontraram em nossa experiência uma forma de executar o bom humor e a leveza em seu dia-a -dia. O livro vai divertir muito e emocionar também”, acrescenta ele.
Para Fernando, as pessoas fazem perguntas erradas acerca da doença. “Não cabe a nós saber o por quê da doença atingir nossos entes amados, nem por que isso está acontecendo conosco. A pergunta certa e necessária nesse momento é: Se não posso curá-la, o que eu posso fazer?”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.





