Jornalista defende investigação de empresas de comunicação sobre o caso Fifa

Em entrevista ao programa "Todas as Vozes", da Rádio MEC AM, o jornalista Luiz Carlos Azenha, um dos autores do livro "O lado

Atualizado em 29/05/2015 às 10:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Em entrevista ao programa "Todas as Vozes", da Rádio MEC AM, o jornalista Luiz Carlos Azenha, um dos autores do livro "O lado sujo do futebol", comentou sobre o escândalo envolvendo a prisão de integrantes da , representantes da CBF e agentes de empresas de marketing esportivo.
Crédito:Divulgação Luiz Carlos Azenha defende revisão de contratos de direitos de TV no futebol
Para o repórter da Rede Record, "era, no mínimo, estranho que a CBF nunca tenha sido seriamente investigada e punida pelas autoridades do Brasil e do exterior". Ele reforçou que é preciso abrir a "caixa preta" da Confederação.
"Vivemos um momento especial, que não é para ser lamentado. Ao contrário. É para ser celebrado como uma grande oportunidade de mudanças no futebol em todo o planeta. Não há melhor oportunidade para que isto seja feito", declarou.
Quanto aos contratos de direito de transmissão pelas redes de TV, o jornalista acredita que "essa também é a melhor oportunidade possível para uma investigação sobre a possível conivência das detentoras dos direitos de transmissão dos jogos na relação com as empresas de marketing esportivo e as federações e confederações de futebol".
Azenha destacou que uma série de assuntos nunca foram discutidos por conta do poder das emissoras de TV. "Acho que é hora de se discutir também. Será que é saudável para o Brasil que apenas uma emissora tenha os direitos de transmissão? Será que não seria mais legal dividir esses direitos entre mais de uma emissora? Isso também tem de ser revisto por que, obviamente, é importantíssimo para o futuro do futebol", acrescentou.