Jornalista decapitado pelo Estado Islâmico vira mártir controverso para católicos americanos
A execução do jornalista americano James Foley pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), em agosto de 2014, fez com que ele se tornasse, paramuitos católicos, um símbolo de fé diante de condições brutais.
Atualizado em 23/03/2015 às 11:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Conversão do jornalismo ao islamismo confunde católicos nos EUA
De acordo com a Folha de S.Paulo , um ponto controverso é que alguns dos prisioneiros libertados revelaram que Foley teria sido um dos que se converteram ao islamismo no cativeiro. O que, para os católicos, havia se tornado um debate sobre a fé e a resistência heroica, tornou-se fonte para diversas questões.
O padre jesuíta James Martin, editor executivo da revista America , classificou o jornalista como um "homem santo e bom" e manifestou dúvidas quanto à genuinidade de sua conversão. "Não podemos avaliar. Não podemos enxergar o que está na alma de uma pessoa".
Um ensaísta católico comparou Foley a são Bartolomeu, que morreu pela fé cristã. Outros mencionaram o relato feito pelo repórter de como orou com um terço durante o tempo que foi mantido em um cativeiro na Líbia. O Papa Francisco, em telefonema aos pais dele, chamou-o de mártir.
Criado por uma família católica, o jornalista realizou trabalhos voluntários em escolas com alunos de baixa renda enquanto estudava na Marquette University, faculdade católica no Wisconsin, e se juntou ao Teach for America, programa no qual universitários formados dão aulas a crianças carentes.
A mãe do repórter, Diane Foley, descreveu o filho como profundamente interessado pela espiritualidade e pelas religiões de outras pessoas. Ela acredita, entretanto, que a conversão dele ao islamismo foi movida por considerações práticas. O cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, ponderou que qualquer conversão religiosa "não feita livremente não indica uma conversão". "Não se pode condenar pessoas que têm medo de morrer e por essa razão não revelam ser católicos", afirmou. "Um cristão não tem a obrigação de ser mártir", acrescentou.





