Jornalista de SE é intimado a esclarecer declaração no Twitter sobre construtora

Jornalista de SE é intimado a esclarecer declaração no Twitter sobre construtora

Atualizado em 26/10/2010 às 15:10, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Por Por conta de uma declaração no Twitter a respeito de uma construtora sediada em Aracaju (SE), o jornalista Diógenes Brayner foi intimado a prestar esclarecimentos à Justiça.
Brayner, que é colunista do jornal Correio de Sergipe e do site Faxaju, , na semana passada, estar temeroso diante do fato da Construtora Celi o seguir no microblog. "Percebo que a Construtora Celi está me seguindo. Alguma coisa de mau pode me acontecer. Tenho até medo...", postou.
O escritório Eduardo Ribeiro Advocacia, que representa a empresa, requisitou à 14ª Vara Cível da Comarca de Aracaju que o jornalista esclareça "as afirmações obscuras" e a origem de sua desconfiança.
"A maldosa e descabida insinuação surpreende, incomoda e exige pronto esclarecimento, pelo seu autor, da origem do seu declarado receio, do tipo de ameaça que ela possa ter sofrido e, principalmente, de qual das pessoas que integram a Construtora Celi teria partido essa ameaça", diz o processo da reclamante.
No entendimento da defesa da construtora, o jornalista fez uso de declarações genéricas justamente para evitar um embate judicial direto. "É possível mesmo que tenha preferido a penumbra da generalização, na vã ilusão de, assim, estar a salvo dos revezes jurídicos que a sua ação possa lhe acarretar".
Para Brayner, o pedido da empresa é arrogante e censório; uma demonstração do comportamento da construtora diante da contrariedade exposta por um profissional da imprensa. "Eu encaro como censura, como pressão, como arrogância e como uma forma de mostrar que 'quem falar, a gente arrebenta; temos poder para processar até quem diz ter medo da gente'", disse o jornalista ao Portal IMPRENSA.
Sobre a razão pela qual sente "medo" da empresa, Brayner ressalvou que seu comentário fora "abstrato", sem origem factual. "O medo é abstrato. Não sabe de onde vem. Não sei explicar porque tenho medo da construtora", disse. "Não é crime você ter medo de alguma coisa...", acrescentou.
O jornalista declarou que não pretende atender ao pedido de esclarecimento, uma vez que acredita não ter nada a explicar. "O que é que eu vou fazer? Dizer que não disse o que tinha dito? Se eu disser que tenho medo, eu vou responder um processo por isso?", indagou.
A assessoria de imprensa da Celi disse que a empresa não irá comentar o caso. Declarou, no entanto, que, de fato, segue o jornalista, como a outros profissionais de imprensa do estado.

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