Jornalista de Portugal pretende registrar queixa contra premiê do país
Jornalista de Portugal pretende registrar queixa contra premiê do país
O jornalista português Mário Crespo, que atua pela Sociedade Independente de Comunicação (SIC), parte do maior conglomerado de comunicação de Portugal, pretende fazer uma queixa contra o primeiro-ministro do país, José Sócrates, e outros membros do governo por supostos comentários feitos em um jantar. A queixa de Crespo será dirigida à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), órgão que regula e supervisiona todas as atividades dos veículos de comunicação portugueses.
Por meio de fontes, Crespo soube que teria sido lembrado durante conversas entre José Sócrates, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, o ministro de Estado, Pedro Silva Pereira e um executivo de uma televisão de Portugal, no último dia 26 de janeiro, em um restaurante de um hotel da capital Lisboa. No ocasião, o jornalista teria sido chamado de "louco", "profissional despreparado" e "um problema".
Em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) emitiu nota de repúdio aos supostos comentários "desprimorosos e ofensivos" feitos sobre o jornalista.
Crespo, que é diretor de programação da SIC, confrontou a história com o executivo presente na reunião (o qual teve sua identidade preservada pelo jornalista), que confirmou os comentários dos membros do governo.
Uma crônica sobre o episódio seria publicada no último domingo (30) no Jornal de Notícias (publicação da Controlinveste a que também pertence o Diário de Notícias ), mas foi vetado pela direção da publicação. Em nota, o jornal afirmou que "os fatos expostos pelo jornalista exigem que fosse exercido o direito de resposta". Frisou, ainda, que a "informação chegara a Mario Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que teria escutado uma conversa num restaurante".
No entanto, o texto acabou sendo publicado no site do Instituto Sá Carneiro, por fontes que Crespo não soube precisar. "Não sei como o texto foi parar lá", disse. No mesmo dia em que a publicação de sua crônica fora rejeitada, o jornalista se desligou do JN . "Acabou à meia-noite quando o diretor me telefonou", contou.
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