Jornalista da Reuters no Paquistão morreu por asfixia, revela autópsia

Não está claro, porém, o que causou a asfixia na repórter. Um exame toxicológico ainda levará um mês para ficar pronto.

Atualizado em 26/02/2015 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Maria Golovnina, chefe de redação da Reuters no Paquistão, morreu por asfixia, revelou o resultado de uma autópsia divulgado nesta quinta-feira (26/2). Entretanto, o que causou a asfixia "não pode ser determinado", declarou a junta médica responsável pelo exame.
Crédito:Reprodução Laudo oficial sairá em um mês, mas jornalista pode ter sido estrangulada
Segundo a Reuters, Maria foi levada ao hospital após ter sido encontrada inconsciente na redação da agência em Islamabad, ao norte do Paquistão, na última segunda-feira (23/2). O corpo, encontrado em meio a uma grande quantidade de vômito, apresentava sinais de tortura. A junta médica trabalha com a hipótese de que a jornalista foi estrangulada, mas também admite a possibilidade de um ataque cardíaco de causas naturais.
Um exame toxicológico no corpo de Maria deve ficar pronto dentro de um mês. Com mais de dez anos de trabalho na Reuters, a jornalista produzia reportagens em alguns dos lugares mais perigosos do mundo, como Uzbequistão e Tadjiquistão. Entre 2002 e 2005, atuou como enviada especial à Rússia, onde acompanhou os primeiros anos da presidência de Putin, o cerco a um teatro de Moscou e uma série de ataques com bomba de rebeldes chechenos na região.