Jornalista da rádio Guaíba trabalhará por um ano em emissora estatal russa

Jornalista da rádio Guaíba trabalhará por um ano em emissora estatal russa

Atualizado em 18/11/2008 às 17:11, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

Por

A repórter Hellen Braun, da rádio Guaíba, de Porto Alegre (RS), embarca para a Rússia no dia 13 de dezembro, onde irá passar um ano trabalhando na emissora estatal Voz da Rússia (RUVR). A jornalista foi selecionada após candidatar-se a uma vaga para a redação brasileira da RURV no fim de 2007.

Ricardo Giusti/ Correio do Povo

Hellen Braun
"A oportunidade surgiu no ano passado, quando vi que tinha uma vaga. Fui atrás porque é uma cultura que me atrai, que tem muitos contrastes em relação à nossa cultura. Depois da abertura política russa, com a perestroika e a glasnost (medidas adotadas em 1985 pelo então presidente Mikhail Gorbachev), a Rússia passa agora por um processo complicado politicamente, que me atraiu como jornalista", explicou Hellen ao Portal IMPRENSA.

"Além disso", disse, "um correspondente brasileiro em Londres é mais um correspondente em Londres. Um na Rússia é uma novidade". Com isso, ela espera "crescer muito profissionalmente", pois além de integrar a equipe do Serviço em Português da RUVR, Hellen atuará como correspondente internacional da rádio Guaíba.

A Voz da Rússia iniciou suas transmissões em português em 1934, com o objetivo de apresentar ao Brasil a vida, a cultura e a história do país, além de sua política externa e interna. O Serviço em português da emissora fica em Moscou e conta com uma redação composta por mais de dez profissionais.

Como será funcionária do governo russo - conhecido por não respeitar totalmente a liberdade de imprensa e expressão - a repórter já sabe que enfrentará algumas dificuldades. No entanto, ela ressaltou que não serão só políticas, "mas de cultura e de idioma, já que não falo russo".

Sobre os assuntos que abordará como correspondente - quando terá independência total - ela acredita que o interesse brasileiro em relação à Rússia vem aumentando por conta "do crescimento das relações diplomáticas e das questões econômicas. Mas tem também uma questão que não é muito abordada pela imprensa brasileira, que é a corrida armamentista na América Latina. Bolívia e Venezuela já tiveram conversas com o governo russo sobre isso", afirmou Hellen. "Além da cultura e das curiosidades, é claro", completou.

Leia mais