Jornalista da Guiné-Bissau é pressionado para entregar suas fontes
Jornalista da Guiné-Bissau é pressionado para entregar suas fontes
O Ministério da Administração Interna da Guiné-Bissau apresentou nesta quarta-feira (12), no Ministério Público, queixa contra o jornalista Athizar Mendes, que noticiou que as esquadras do país tinham sido desarmadas pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé N`Waié.
Na edição da última segunda-feira (10), o semanário Última Hora noticiou que o chefe de Estado-Maior general das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Tagmé N`Waié, mandou recolher todo o armamento das esquadras da polícia do país.
Segundo o jornal, na sua mais recente visita (na última quinta-feira) ao Ministério da Administração Interna, o general "efetuou uma incursão relâmpago ao departamento de armamento da instituição e mandou recolher todo o armamento das esquadras de polícia".
Em declarações à Agência Lusa na última terça-feira (11) à noite, o assessor de imprensa do ministro da Administração Interna, Bacar Tcherno Dolé, desmentiu a notícia, sublinhando que o armamento retirado era material de guerra obsoleto. Dolé afirmou que "a falha do jornalista foi não ter confrontado o Ministério da Administração Interna com as informações que tinha".
Após a publicação da notícia, Mendes, diretor do Última Hora , foi ouvido pelos Serviços de Informação do Estado durante cerca de cinco horas: "fui ouvido para dizer quais eram as minhas fontes".
"Não as revelei. Eles decidiram que vão averiguar junto das autoridades competentes", completou o jornalista, sublinhando que não foi "molestado, apenas pressionado".
Com informações da agência Lusa
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