Jornalista da Guatemala é assassinado após denunciar narcotráfico
Jornalista da Guatemala é assassinado após denunciar narcotráfico
O jornalista Jorge Mérida Pérez, correspondente do jornal Prensa Libre no departamento de Quetzaltenango, na Guatemala, foi morto a tiros em sua casa na tarde do último sábado (10). Os primeiros indícios demonstram que o crime estaria vinculado ao trabalho jornalístico de Mérida.
Em nota, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou o assassinato, e instou as autoridades guatemaltecas a iniciarem, de imediato, "uma investigação exaustiva sobre este assassinato brutal".
Às 16h de sábado, pelo menos um indivíduo não identificado entrou na casa do jornalista em Coatepeque, 230 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala. Mérida, de 40 anos, que se encontrava trabalhando em seu computador no momento do ataque, foi baleado quatro vezes na cabeça, informou o Prensa Libre . Seu filho de 14 anos estava na casa, mas não foi ferido.
"É escandaloso que um jornalista possa ser assassinado desta maneira" declarou Carlos Lauria, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ. "Fica óbvio que o pistoleiro não demonstrou nenhum temor. É responsabilidade do governo da Guatemala resolver este crime e fornecer garantias para que os jornalistas não sejam assassinados impunemente", disse.
Segundo Miguel Ángel Méndez, subdiretor do Prensa Libre , o jornalista havia feito recentemente reportagens sobre narcotráfico e corrupção governamental. Nas semanas anteriores ao seu assassinato, Mérida disse a colegas e familiares que havia recebido diversas ameaças, mas não teria ficado muito preocupado e não forneceu detalhes.
Brenda Dery Muñoz, promotora local que investiga crimes relacionados com o narcotráfico, disse ao CPJ que ao menos em uma ocasião Mérida e outros repórteres foram ameaçados depois de cobrirem uma recente apreensão de 200 quilos de cocaína pela polícia.
Segundo as informações de Méndez, autoridades nacionais, que ficaram responsáveis pela investigação, estão se focando no trabalho jornalístico de Mérida como o principal motivo de seu assassinato.
Rosa Salazar Morroquín, porta-voz do escritório do promotor especial para delitos contra jornalistas e sindicalistas, assegurou a CPJ que a promotoria está investigando possíveis vínculos entre a morte de Mérida e seu trabalho jornalístico.
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