Jornalista da "Charlie Hebdo" diz que máfia mexicana é tão perigosa quanto o EI

Durante sua participação na Feira Internacional do Livro de Oaxaca, a jornalista Zineb El Rhazoui, da revista satírica francesa Charlie Hebd

Atualizado em 29/10/2015 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Durante sua participação na Feira Internacional do Livro de Oaxaca, a jornalista Zineb El Rhazoui, da revista satírica francesa , disse estar impressionada pela coragem dos repórteres que trabalham num país "catastrófico" para exercer a liberdade de expressão. "Não acredito que o Estado Islâmico seja mais perigoso que a máfia e a classe política do México", destacou.
Crédito:Reprodução Jornalista acredita que máfia e políticos mexicanos são mais perigosos que o Estado Islâmico
Segundo a revista Proceso , Zineb relatou que muitas pessoas dizem que ela é valente por ser uma jornalista ameaçada pela Al Qaeda e pelo Estado Islâmico, mas que, ao ver o contexto dos profissionais de imprensa do país, pergunta a si mesma se teria coragem.
Zineb pontuou o grande número de assassinatos de profissionais de imprensa no país, considerado um dos mais perigosos para o exercício do jornalismo e que, ainda assim, abre as portas para escritores e repórteres perseguidos no mundo. "Não devemos ceder a ameaças ou ao medo, porque enquanto estamos juntos e podemos expressar nossa opinião, seremos menos reprimidos", reforçou.
A jornalista, que nasceu em Marrocos, mas possui nacionalidade francesa, colabora para a Charlie Hebdo desde 2011. Ela estava de férias quando a publicação foi alvo do ataque que deixou 12 pessoas mortas em janeiro deste ano.