Jornalista da BBC recebe ligação de porta-voz do Taleban ao vivo
Entrevista feita pelo celular durou cerca de meia hora; preocupação com a vida das mulheres toma o país
Atualizado em 17/08/2021 às 11:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
A apresentadora Yalda Hakim, da BBC, que nasceu no Afeganistão, mas cresceu na Austrália, recebeu uma ligação ao vivo de um membro do Taleban enquanto apresentava o telejornal. Do outro lado da linha estava Suhail Shaheen, jornalista e porta-voz do grupo fundamentalista.
Assim que recebeu a ligação, Yalda iniciou a entrevista, que durou cerca de meia hora. O afegão afirmava que o Taleban desejava uma "transferência pacífica de poder". "Nossa liderança instruiu nossas forças a permanecer no portão de Cabul, não a entrar na cidade. Estamos aguardando uma transferência pacífica de poder", disse. Crédito:Reprodução/BBC
Yalda Hakim entrevistou o porta-voz do Taleban ao vivo na BBC A jornalista pressionou o porta-voz para um posicionamento dos principais temores no Afeganistão após a retomada: a política para mulheres, que durante o primeiro governo do grupo, eram proibidas de trabalhar em grande parte das funções, frequentar as escolas e sair na rua sem companhia de algum membro masculino da família.
"Elas continuarão seus estudos. A política é de que as mulheres podem ter acesso à educação e ao trabalho, claro, com o hijab", respondeu. Questionado sobre os relatos de que estudantes já haviam sido instruídas nas universidades a aguardarem pelas ordens das lideranças do Taleban, ele desconversou.
Ontem, a repórter Nazira Karimi, da rede afegã Ariana Television Network se emocionou ao comentar a crise durante uma entrevista coletiva de Kohn Kirby, porta-voz do Pentágono.
"Estou muito chateada porque as mulheres afegãs não esperavam que todos os talibãs retornassem da noite para o dia. Tiraram minha bandeira —esta é a minha bandeira. Eles ergueram a bandeira deles. Todo mundo está chateado, principalmente as mulheres. Onde está meu presidente?!", disse.
Assim que recebeu a ligação, Yalda iniciou a entrevista, que durou cerca de meia hora. O afegão afirmava que o Taleban desejava uma "transferência pacífica de poder". "Nossa liderança instruiu nossas forças a permanecer no portão de Cabul, não a entrar na cidade. Estamos aguardando uma transferência pacífica de poder", disse. Crédito:Reprodução/BBC
Yalda Hakim entrevistou o porta-voz do Taleban ao vivo na BBC A jornalista pressionou o porta-voz para um posicionamento dos principais temores no Afeganistão após a retomada: a política para mulheres, que durante o primeiro governo do grupo, eram proibidas de trabalhar em grande parte das funções, frequentar as escolas e sair na rua sem companhia de algum membro masculino da família. "Elas continuarão seus estudos. A política é de que as mulheres podem ter acesso à educação e ao trabalho, claro, com o hijab", respondeu. Questionado sobre os relatos de que estudantes já haviam sido instruídas nas universidades a aguardarem pelas ordens das lideranças do Taleban, ele desconversou.
Ontem, a repórter Nazira Karimi, da rede afegã Ariana Television Network se emocionou ao comentar a crise durante uma entrevista coletiva de Kohn Kirby, porta-voz do Pentágono.
"Estou muito chateada porque as mulheres afegãs não esperavam que todos os talibãs retornassem da noite para o dia. Tiraram minha bandeira —esta é a minha bandeira. Eles ergueram a bandeira deles. Todo mundo está chateado, principalmente as mulheres. Onde está meu presidente?!", disse.





