Jornalista da Al Jazeera que ficou detido no Egito assina com editora para lançar livro

O jornalista  do canal árabe Al Jazeera, Mohamed Fahmy, que aguarda julgamento no Egito, assinou um contrato para lançar seu novo livro.

Atualizado em 10/04/2015 às 09:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Al Jazeera, Mohamed Fahmy, que aguarda julgamento no Egito, assinou um contrato para lançar seu novo livro. A produção será dirigida pela editora Penguin Random House do Canadá.
Crédito:Reprodução Jornalista contará bastidores de sua prisão e julgamento no Egito
A obra intitulada "The Marriot Cell" — termo usado pela mídia egípcia para o seu caso —, é resultado da descrição do calvário do jornalista no país. A advogada dele, Amal Clooney, deve escrever a introdução do livro.

De acordo com a AFP, as autoridades do Egito dizem que "perderam" o passaporte do jornalista. O profissional, que abriu mão de sua cidadania egípcia no ano passado, não pode deixar o país até ser julgado.
A porta-voz das Relações Internacionais do Canadá, Erica Meekes, declarou que Fahmy receberá seu novo passaporte assim que as condições de sua liberdade condicional sejam "aceitas" pelo governo canadense
Fahmy e outros dois jornalistas da Al Jazeera foram presos em 2013 no Egito acusados de "apoiar" a Irmandade Muçulmana, o que os profissionais negam. O australiano Peter Greste foi inocentado e libertado em 2014, mas seus colegas continuaram presos e foram declarados culpados. Agora a equipe aguarda um novo julgamento, exigido por seus advogados.