Jornalista da Al Jazeera preso no Egito enfrenta novo julgamento

O jornalista Mohamed Fahmy, da emissora de televisão Al Jazeera, enfrentou um novo julgamento nesta segunda-feira (1/6) no Cairo. Os promotores apresentaram seus argumentos finais no caso do repórter, preso sob a acusação de publicar "notícias falsas", ajudar uma organização terrorista e prejudicar a segurança do Egito.

Atualizado em 01/06/2015 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

de televisão Al Jazeera, enfrentou um novo julgamento nesta segunda-feira (1/6) no Cairo. Os promotores apresentaram seus argumentos finais no caso do repórter, preso sob a acusação de publicar "notícias falsas", ajudar uma organização terrorista e prejudicar a segurança do Egito.
Crédito:Reprodução Jornalista aguarda sentença final em processo no Egito
"Estávamos esperando estes tipos de acusações absurdas e alegações que estamos acostumados desde o início", disse o jornalista ao The Globe and Mail fora do tribunal. Ele já está preso no país há mais de um ano.
Os promotores alegaram que o repórter havia utilizado efeitos sonoros para divulgar imagens de protestos no país, incluindo o som de tiros. A argumentação foi mantida mesmo após um comitê técnico provar que o vídeo não foi editado.
As autoridades disseram ainda que Fahmy instruiu seus colegas a filmar os atos na Praça Tahrir de um determinado ângulo para mostrar um suposto assédio sexual e manchar a imagem do Egito no exterior.
A defesa do jornalista será ouvida na próxima quinta (4/6). Os argumentos apresentados podem resultar na decisão final para o destino de Fahmy. O repórter foi detido com os colegas Baher Mohamed e Peter Greste no fim de 2013. Greste foi deportado em fevereiro.
No mês passado, o jornalista entrou com um processo contra a Al Jazeera pedindo 100 milhões de dólares em indenização. Ele acusa o canal de ter causado sua prisão e ainda ressalta a falta de apoio durante o período.