Jornalista cubano que protestava contra condições de prisão é libertado contra sua vontade

Jornalista cubano que protestava contra condições de prisão é libertado contra sua vontade

Atualizado em 15/02/2011 às 18:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Por ventura de uma nova lei de libertação de presos políticos, o governo de Cuba concedeu liberdade a um repórter independente que estava preso há oitos anos, mesmo contra sua vontade, informaram o Miami Herald e a Associated Press.
Héctor Maseda, casado com Laura Pollán, uma das fundadoras do grupo de oposição Damas de Branco, estava preso junto com outros três jornalistas, sendo dois deles em regime de greve de fome em protesto pela obrigatoriedade do exílio em caso de libertação.
O jornalista foi posto liberdade junto de Ángel Moya Acosta, também fundador de outro movimento dissidente e também casado com uma líder do Dmas de Branco, Nerta Soler.
Segundo a agência de notícias Reuters, os dois dissidentes haviam se recusado a deixar a cadeia anteriormente em manifestação pelas condições em que prisioneiros eram mantidos.
Ao contrário do que aconteceu com um grupo de 16 dissidentes libertados em julho do ano passado que foram obrigados a se exilar, os dois poderão permanecer em Cuba.
Os dois jornalistas que permanecem presos, Pedro Arguelles e Alberto Santiago Du Bouchet, presos desde 2003 e 2009, respectivamente, se recusam a comer desde o último dia 1° de fevereiro.

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