Jornalista cubano encerra greve de fome após 135 dias
Jornalista cubano encerra greve de fome após 135 dias
Depois de 135 dias de greve de fome, o jornalista cubano Guillermo Fariñas encerrou, na tarde desta quinta-feira (08), seu protesto pela libertação de presos políticos no país. A informação foi dada, via Twitter, pela blogueira Yoani Sánchez. "Agora é o momento de se preservar para essa Cuba do futuro que está cada vez mais próxima", disse.
| Reprodução | |
| Guillermo Fariñas |
Na última quarta-feira (07), o governo Cubano prometeu libertar 52 presos políticos nos próximos meses. A liberdade dos dissidentes, sobretudo 25 enfermos, era a condição imposta pelo jornalista para acabar com a greve de fome e sede que durou mais de quatro meses. Pela manhã, o jornalista já havia prometido beber água, caso se confirmasse a libertação dos cinco primeiros presos.
A decisão da soltura, segundo a agência de notícias AFP, é resultado do diálogo aberto por iniciativa de Raúl Castro e do arcebispo Ortega, no último dia 19 de maio. Na ocasião, as negociações levaram à libertação de um dissidente enfermo e o traslado de outros 12 a prisões das províncias próximas de suas famílias.
O estado de saúde do jornalista, no entanto, é grave. Na última semana, ele foi diagnosticado com uma "trombose na veia jugular". Seu quadro ainda inclui problemas hepáticos e uma infecção causada por uma bactéria estafilococo.
Fariñas chegou a dizer que caso morresse, a culpa seria dos irmãos Raúl e Fidel Castro. Afirmou ainda que era uma honra tentar salvar a vida dos 25 presos políticos.
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