Jornalista cubano diz que vai seguir com greve de fome após deixar o hospital

Jornalista cubano diz que vai seguir com greve de fome após deixar o hospital

Atualizado em 17/03/2010 às 08:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista cubano Guillermo Fariñas completou, na última terça-feira (16), 21 dias em greve de fome. Dissidente do governo dos irmãos Castro, ele pede a libertação de presos políticos mantidos na ilha. Mesmo internado em um hospital após sofrer um colapso e atualmente sendo alimentado por via intravenosa, o jornalista ressalta que levará a greve de fome até "as últimas conseqüências".

"Eu vou morrer com minhas ideias, é uma ideia histórica que não deixarei passar, disse Fariñas, reconhecendo que seu corpo não aguentará muito tempo caso siga com o jejum. "Ao morrer, estou demonstrando ao governo que ele tem de se conter conosco porque estamos dispostos a ir até as últimas conseqüências".

Jornalista, dono de uma agência de notícias e psicólogo, Fariñas começou a greve de fome no dia 24 de fevereiro para pedir a libertação de 26 presos políticos cubanos e em protesto à morte de Orlando Zapata Tamayo, preso político que morreu no fim de fevereiro, após passar 85 dias se recusando a comer. Em jejum pela 23ª vez, o jornalista foi internado na última quinta-feira (11), e segue hospitalizado em estado grave, porém estável.

"De uma hora para outra, uma série de bactérias tóxicas presentes nos intestinos pode invadir meu corpo e causar complicações, pondo fim a minha vida", disse o jornalista, não sabendo ao certo quando deixará o hospital. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo .

Leia Mais

-