Jornalista contrária à invasão da Ucrânia sofre brutal ataque na Tchetchênia

Conhecida por reportagens sobre prisões em massa e torturas de homossexuais, a jornalista russa Elena Milachina foi brutalmente agredida ontem, nos arredores de Grozni, capital da república russa da Tchetchênia.

Atualizado em 05/07/2023 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.



Contra a invasão da Ucrânia, Elena já trabalhou no Novaya Gazeta, jornal considerado símbolo mundial de liberdade de imprensa, que teve destituída sua licença de mídia no ano passado, depois de violar leis russas que impõem censura à cobertura da guerra na Ucrânia. Crédito: Serguei Babinets/ Comitê Contra a Tortura via AFP Jornalista estava indo cobrir julgamento de ativista política quando foi atacada por homens mascarados Quando foi atacada por homens mascarados, a jornalista estava com o advogado Alexander Nemov a caminho de um tribunal para acompanhar a audiência de Zarema Musaieva, ativista perseguida na Tchetchênia por motivos políticos.
Brutalidade

O advogado foi esfaqueado na perna e Elena teve a cabeça raspada, os dedos das mãos quebrados e o rosto coberto com tinta verde. Computadores e celulares da dupla foram destruídos.
Enquanto era espancada, a jornalista ouviu que foi avisada de que deveria parar de escrever sobre o caso de Zarema Musaieva. Após o atentado, a ativista acabou sendo considerada culpada e sentenciada a cinco anos e meio de prisão.
Comandada por um aliado de Vladimir Putin, a Tchetchênia é especialmente perigosa para jornalistas, ativistas de direitos humanos e membros de grupos de defesa da comunidade LGBTQIA+.
A jornalista passou anos investigando denúncias de violações de direitos humanos na região. Ela já havia recebido várias ameaças de morte e chegou a ser descrita por líderes locais como terrorista.