Jornalista congolês é seqüestrado após publicar artigos sobre o presidente do país
Jornalista congolês é seqüestrado após publicar artigos sobre o presidente do país
A organização internacional de defesa da liberdade de imprensa, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), denunciou a "detenção secreta sem motivo conhecido" de um jornalista em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, pela Agência Nacional de Informação (ANR), um órgão da segurança do Estado.
Nsimba Embete Ponte, diretor do bissemanário privado L'interprète , foi raptado em Kinshasa no dia 7 de março às 17h30, por homens desconhecidos. Antes da sua detenção, o jornalista Ponte queixava-se de ser alvo de ameaças após ter publicado, no dia 29 de fevereiro, uma série de artigos sobre o estado de saúde do presidente congolês, Joseph Kabila.
Em nota, a RSF afirmou que "não há justificação no comportamento das forças de segurança. Sejam quais forem os motivos da detenção deste jornalista, a sua família tem o direito de visitá-lo". A esposa e os dois irmãos do jornalista que conseguiram encontrá-lo num edifício da ANR à beira do rio Congo foram impedidos de contatá-lo novamente, sendo ameaçados de prisão por agentes da polícia se continuassem insistindo.
Segundo o documento, o prisioneiro "deve defender-se sob pena de os serviços de segurançacongoleses assumirem a grave violação do seu direito e serem sancionados em conformidade com a lei". Nsimba Embete Ponte não teve acesso a um advogado nem a um médico, uma violação do artigo 19 da Constituição, que garante os direitos dos detidos".
Com informações da agência Panapress
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