Jornalista condenado à prisão deixa Equador após "perseguição política"
O ex-editor do jornal El Universo, Emilio Palacio, condenado a três anos de prisão por injúria em processo movido pelo presidente Rafael Correa, deixou o Equador e viajou para os Estados Unidos, noticia o Estado de S.
Atualizado em 29/08/2011 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Emilio Palacio, condenado a três anos de prisão por injúria em processo movido pelo presidente Rafael Correa, deixou o Equador e viajou para os Estados Unidos, noticia o Estado de S. Paulo . Segundo Palacio, ele foi obrigado a deixar o país, na última quarta-feira (24), pois sentia que corria perigo.
O jornalista foi para Miami, na Flórida, a fim de proteger-se até o confronto no tribunal, que julga, em segunda instância, a condenação dele e de outros dois profissionais do El Universo . Palacio disse que continuará atuando para expor os abusos do presidente equatoriano. "Desta terra amiga, onde busquei refúgio [referindo-se aos EUA], continuarei a luta contra o tirano, utilizando como sempre a arma que ele mais teme, a verdade da palavra escrita", escreveu em um artigo.
O jornalista afirma que estaria sofrendo perseguição política em seu país. "Teria que ser cego para não compreender que me querem atrás das grades antes da audiência de segunda instância". O julgamento de apelação da sentença está marcado para o dia 13 de setembro.
Em 20 de julho deste ano, um tribunal equatoriano condenou o diretor do El Universo , Carlos Pérez, os subdiretores César Pérez e Nicolás Pérez, e o jornalista Emilio Palacio a três anos de prisão e a uma indenização de R$ 40 milhões para cada um, devido a um processo movido pelo presidente Rafael Correa por injúria. O processo remonta ao artigo "Não às mentiras", redigido por Palacio, em que chama o político de "ditador" e denuncia abusos de força realizados por ele.
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O jornalista foi para Miami, na Flórida, a fim de proteger-se até o confronto no tribunal, que julga, em segunda instância, a condenação dele e de outros dois profissionais do El Universo . Palacio disse que continuará atuando para expor os abusos do presidente equatoriano. "Desta terra amiga, onde busquei refúgio [referindo-se aos EUA], continuarei a luta contra o tirano, utilizando como sempre a arma que ele mais teme, a verdade da palavra escrita", escreveu em um artigo.
O jornalista afirma que estaria sofrendo perseguição política em seu país. "Teria que ser cego para não compreender que me querem atrás das grades antes da audiência de segunda instância". O julgamento de apelação da sentença está marcado para o dia 13 de setembro.
Em 20 de julho deste ano, um tribunal equatoriano condenou o diretor do El Universo , Carlos Pérez, os subdiretores César Pérez e Nicolás Pérez, e o jornalista Emilio Palacio a três anos de prisão e a uma indenização de R$ 40 milhões para cada um, devido a um processo movido pelo presidente Rafael Correa por injúria. O processo remonta ao artigo "Não às mentiras", redigido por Palacio, em que chama o político de "ditador" e denuncia abusos de força realizados por ele.
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