Jornalista chinês é impedido de viajar aos EUA para receber prêmio
O jornalista Yang Jisheng, correspondente aposentado da agência de notícias Xinhua, foi proibido de deixar o país para receber um prêmio nosEstados Unidos.
Atualizado em 15/02/2016 às 13:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
da agência de notícias Xinhua, foi proibido de deixar o país para receber um prêmio nos Estados Unidos. Ele foi agraciado pela Universidade de Harvard por sua comunicação “ambiciosa e destemida” no livro "Tombstone", publicado em 2008.
Crédito:Reprodução/Harvard Jornalista não pôde deixar a China para receber prêmio nos EUA
De acordo com o jornal britânico The Guardian , Jisheng responsabilizou o governo comunista pela morte de milhões de pessoas na tragédia conhecida como a Grande Fome. Para receber o prêmio, ele deveria comparecer a uma cerimônia em Massachusetts no próximo mês. A viagem, porém, não deve acontecer.
Entre 1958 e 1961, ao menos 36 milhões de pessoas morreram de inanição no país após diversos desastres naturais, decorrentes de falhas de planejamento do governo. Pesquisadores avaliam que o crescimento da industrialização incentivado por Pequim foi um dos fatores que ocasionou o acidente.
Jisheng relata o caso em um trabalho de 1,2 mil páginas. Ao anunciar o prêmio, a universidade de Harvard afirmou ser um reconhecimento da coragem e dedicação dos jornalistas que lutam para denunciar a escuridão e dificuldades enfrentadas pela humanidade.
Procurados pelo Guardian , o jornalista e a agência Xinhua não comentaram a proibição. Acadêmicos, jornalistas, historiadores, escritores e advogados criticam o aumento da pressão das autoridades desde que Xi Jinping chegou ao poder, no fim de 2012.
Crédito:Reprodução/Harvard Jornalista não pôde deixar a China para receber prêmio nos EUA
De acordo com o jornal britânico The Guardian , Jisheng responsabilizou o governo comunista pela morte de milhões de pessoas na tragédia conhecida como a Grande Fome. Para receber o prêmio, ele deveria comparecer a uma cerimônia em Massachusetts no próximo mês. A viagem, porém, não deve acontecer.
Entre 1958 e 1961, ao menos 36 milhões de pessoas morreram de inanição no país após diversos desastres naturais, decorrentes de falhas de planejamento do governo. Pesquisadores avaliam que o crescimento da industrialização incentivado por Pequim foi um dos fatores que ocasionou o acidente.
Jisheng relata o caso em um trabalho de 1,2 mil páginas. Ao anunciar o prêmio, a universidade de Harvard afirmou ser um reconhecimento da coragem e dedicação dos jornalistas que lutam para denunciar a escuridão e dificuldades enfrentadas pela humanidade.
Procurados pelo Guardian , o jornalista e a agência Xinhua não comentaram a proibição. Acadêmicos, jornalistas, historiadores, escritores e advogados criticam o aumento da pressão das autoridades desde que Xi Jinping chegou ao poder, no fim de 2012.





