Jornalista britânico é o primeiro a registrar ilhas artificiais do governo chinês

O jornalista britânico Rupert Wingfield-Hayes, da BBC, foi o primeiro repórter do mundo a conseguir fazer a registrar a construção

Atualizado em 15/12/2015 às 18:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista britânico Rupert Wingfield-Hayes, da BBC, foi o primeiro repórter do mundo a conseguir a construção de ilhas do governo chinês na região do Mar da China Meridional.

Crédito:Reprodução Jornalista foi ameaçado por tentar mostrar as ilhas
De acordo com a BBC, o jornalista levou dois meses – entre o início das negociações e o registro das imagens – para poder convencer o governo chinês a permitir sua entrada no local, que contempla algumas ilhas de Filipinas, Taiwan e Vietnã.

As imagens, que foram registradas através de um helicóptero, renderam, no entanto, algumas ameaças ao jornalista. Durante a primeira tentativa de fotografar as construções, o voo acabou confundido pelo exército chinês como um "equipamento controlado por pilotos militares".

Os chineses, então, alertaram o comandante para deixasse a área. "Aeronave militar estrangeira a noroeste do recife de Meiji, esta é a marinha chinesa, você está ameaçando a segurança de nossa região!", disseram os militares chineses.

Na segunda tentativa, o exército novamente fez contato sobre a ameaça do helicóptero. Hayes, então, pediu para que o comandante prosseguisse o voo. "Nós não estamos quebrando lei alguma, os chineses não podem derrubar o helicóptero. Você [comandante] deve seguir o caminho e responder que somos um avião civil sobrevoando um espaço aéreo internacional", disse.

Após registrar imagens das construções, o jornalista alertou sobre o novo empreendimento chinês, que em sua opinião está sendo erguido como forma de transformar as ilhas em bases militares.

"Estão sendo construídas novas pistas, estações de radar de alta potência e instalações portuárias em águas profundas. É claro que a China tem a intenção de militarizar as ilhas artificiais. E uma vez que isso for concluído, há pouca dúvida de que eles serão usados para a ação militar contra os países vizinhos. O mais preocupante é que os chineses estão se iludindo em acreditar que, no final, ninguém vai desafiar o seu golpe de estado militar e que não haverá uma guerra. Este é um auto-engano desastroso que a China e o mundo inteiro vai se arrepender", concluiu.