Jornalista britânico é condenado por fraude e desvio de dinheiro de editora
Jornalista britânico é condenado por fraude e desvio de dinheiro de editora
Atualizado em 08/02/2011 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista britânico Lee Horton foi condenado a 15 meses de detenção por fraudar registros da editora Trinity Mirror para desviar 370 mil libras em pagamentos por reportagens que não existiram. Horton, que é ex-editor esportivo do tabloide The People - publicado pela editora -, era investigado pela empresa desde setembro de 2008.
De acordo com o portal Expresso da Notícia, a fraude começou em 2000 e só terminou em junho de 2008, dois meses antes de o jornalista ter sido suspenso. A Trinity Mirror realizou uma investigação interna para apurar "irregularidades financeiras", e em 2008 entrou com uma ação civil contra Horton, exigindo que ele reembolsasse 300 mil libras.
O restante do valor terá que ser pago após a venda da casa do ex-editor do The People . O jornalista teria criado 1.690 pedidos de pagamento para colabores do jornal - supostos freelancers -, nos valores de 150 e 390 libras, para que não pudessem gerar desconfiança ou passarem pelo aval de seu chefe. Além disso, Horton criou 12 contas diferentes para receber o dinheiro, dando autenticidade à fraude.
O profissional de imprensa alegou que o valor desviado da editora foi usado para doações à escola de sua filha, portadora de síndrome de Down, e, também, para "patrocinar" um torneio de golfe para seus colegas. A esposa de Horton teria confessado a falsificação da contabilidade da empresa e feito manobras para lavagem do dinheiro. O casal está em processo de divórcio.
A advogada de Horton, Tara McCarthy, declarou que seu cliente cometeu "um erro estúpido", e alegou que ele não se beneficiou com o crime. "E o que fez ele com o dinheiro? Ele não comprou um Ferrari. Ele perdeu tudo. A casa, a aposentadoria e até a esposa. E ele nunca mais vai poder trabalhar no setor que ele mais gosta, nem como jornaleiro ou como jornalista, porque ninguém mais do segmento jornalístico lhe dar emprego", disse.
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De acordo com o portal Expresso da Notícia, a fraude começou em 2000 e só terminou em junho de 2008, dois meses antes de o jornalista ter sido suspenso. A Trinity Mirror realizou uma investigação interna para apurar "irregularidades financeiras", e em 2008 entrou com uma ação civil contra Horton, exigindo que ele reembolsasse 300 mil libras.
O restante do valor terá que ser pago após a venda da casa do ex-editor do The People . O jornalista teria criado 1.690 pedidos de pagamento para colabores do jornal - supostos freelancers -, nos valores de 150 e 390 libras, para que não pudessem gerar desconfiança ou passarem pelo aval de seu chefe. Além disso, Horton criou 12 contas diferentes para receber o dinheiro, dando autenticidade à fraude.
O profissional de imprensa alegou que o valor desviado da editora foi usado para doações à escola de sua filha, portadora de síndrome de Down, e, também, para "patrocinar" um torneio de golfe para seus colegas. A esposa de Horton teria confessado a falsificação da contabilidade da empresa e feito manobras para lavagem do dinheiro. O casal está em processo de divórcio.
A advogada de Horton, Tara McCarthy, declarou que seu cliente cometeu "um erro estúpido", e alegou que ele não se beneficiou com o crime. "E o que fez ele com o dinheiro? Ele não comprou um Ferrari. Ele perdeu tudo. A casa, a aposentadoria e até a esposa. E ele nunca mais vai poder trabalhar no setor que ele mais gosta, nem como jornaleiro ou como jornalista, porque ninguém mais do segmento jornalístico lhe dar emprego", disse.
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