Jornalista brasileiro sobrevive a terremoto no Nepal; executivo do Google morre no Everest

O jornalista brasileiro Gustavo Junqueira sobreviveu ao forte terremoto que atingiu o Nepal no último sábado (25/4). Ele havia viajado ao país a turismo com um grupo de uma agência em Campinas (SP), no dia 5 deste mês, para escalar em um dos picos no monte Everest, no Himalaia.

Atualizado em 27/04/2015 às 09:04, por Redação Portal IMPRENSA.

sobreviveu ao forte que atingiu o Nepal no último sábado (25/4). Ele havia viajado ao país a turismo com um grupo de uma agência em Campinas (SP), no dia 5 deste mês, para escalar em um dos picos no monte Everest, no Himalaia.

Crédito:Reprodução Gustavo Junqueira (esq.) sobreviveu ao terremoto ; Dan Fredinburg não resistiu à avalanche no Everest
Ao G1, a esposa dele, Sônia Maggiotto, relatou que ambos de comunicaram pelo aplicativo Whatsapp por volta das 12h, horário de Brasília. Junqueira disse que foi surpreendido pelo tremor quando estava em uma loja no Templo dos Macacos, em Katmandu, um dos locais mais visitados por peregrinos e turistas.

“Ele estava comprando um Buda e disse que tudo começou a tremer, as prateleiras caíram, que foi uma coisa muito impressionante. Ele falou ‘quase que a loja me engole. Eu fui o último a sair, mas eu consegui’. Essa foi a sensação dele, eu consegui”, afirmou.

O jornalista relatou um cenário de destruição depois do abalo sísmico. “Ele está bem, mas me falou que estava muito triste, porque ele via as pessoas feridas na rua.” O hotel em que Junqueira estava também foi abalado. "O grupo inteiro estava na rua esperando para ver o que ia acontecer, porque o Itamaraty vai, provavelmente, mandar uma equipe para depois resgatar os brasileiros para ver o que é que vai fazer”, acrescentou Sônia.

O terremoto de magnitude 7,8 que estremeceu o Nepal e a Índia deixou ao menos 3.700 pessoas mortas, além de 6.500 feridos e milhares desabrigados, informaram autoridades locais. A força do tremor também foi sentida em Bangladesh, China, Paquistão e no Monte Everest.

A cidade de Katmandu foi a que mais sofreu. Há registros de danos em edifícios e casas, especialmente nas construções mais antigas, e também em templos e monumentos. A torre histórica de Dharara, uma das atrações turísticas, foi totalmente destruída. Cerca de dez corpos foram retirados das ruínas.

Esta é a segunda vez que a torre vai ao chão por causa de um terremoto — a primeira foi em 1934, quando um abalo teve de magnitude 8,1 e provocou a morte de 10.700 pessoas no leste do país e na província indiana de Bihar.

Até o momento, o Itamaraty localizou 60 dos 79 brasileiros que estavam no país. Entre eles, estão brasileiros que moram no Nepal, parentes que faziam visitas e turistas. Para reforçar o apoio, um embaixador brasileiro que atua na Índia foi deslocado para Katmandu no último domingo (26/4).

Executivo do Google está entre as vítimas

O executivo do Google, Dan Fredinburg, está entre os milhares de pessoas que morreram. Segundo a AP, sem dar muitos detalhes. O diretor de privacidade da empresa, Lawrence You, informou que ele estava no local com outros três funcionários, escalando o Monte Everest. Os demais colaboradores estão seguros.

De acordo com o blog Re/Code, Fredinburg era um montanhista experiente, que co-fundou o Google Adventure. O projeto busca "traduzir o conceito do Google Street View para locais extremos e exóticos como o cume do Monte Everest ou a Grande Barreira de Corais na Austrália".