Jornalista brasileiro preso no Cairo relembra momentos em prisão
O jornalista brasileiro, Hubo Bachega, colaborador do O Globo, relembrou, no último domingo (18/8), os momentos que passou na prisão egípciana última semana.
“Eu já estava distante da Praça Ramsés, no centro do Cairo, onde o tiroteio corria solto em frente à mesquita al-Fath quando fui parado, no táxi, em um dos diversos postos de controle instalados pelo Exército e a polícia nas ruas da capital”, conta ele.
De acordo com o jornalista, desde a escalada da violência na última quarta-feira (14/8), correspondentes temiam serem perseguidos e alvejados pelas forças de segurança ou por manifestantes.
Bachega disse que o governo já havia dificultado a permissão de jornalistas e que seu visto de residência temporário era o mesmo usado por diversos correspondentes estrangeiros. Ele conta que na ação da Mesquita Rabaa al-Adawyia, vários repórteres disseram ter sido detidos e dois jornalistas morreram cobrindo a ação contra a vigília pró-Mursi.
“Antes de entrar na lista, eu havia combinado de encontrar um grupo de jornalistas e tinha deixado avisado a outros onde estaria e quando retornaria. Com o toque de recolher e meu sumiço, o sinal de alerta acendeu e amigos iniciaram um árduo trabalho de localização”, disse.
O jornalista, no entanto, afirma que foi bem atendido e relatou que foi o último, em um grupo de 15, a sair após apagar todas as fotos. “Mas elas já haviam perdido qualquer importância”, completou.
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