Jornalista brasileiro é preso na Rússia acusado de trabalhar sem permissão
Jornalista brasileiro é preso na Rússia acusado de trabalhar sem permissão
Atualizado em 28/01/2011 às 18:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta sexta-feira (28), o jornalista brasileiro freelancer Solly Boussidan, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo , foi preso por autoridades russas na cidade de Sochi, sob acusações de trabalhar sem permissão no país.
Segundo o repórter, ele foi interrogado por 12 horas pelas autoridades russas logo após enviar ao "Terra Magazine" um relato sobre a cobertura televisiva do atentado a bomba no aeroporto de Moscou, que matou 35 pessoas na segunda (24).
O governo russo determinou que Boussidan deve passar dez dias preso antes de ser deportado. O Itamaraty e a Alemanha - onde o repórter tem cidadania - tentam interceder para que ele deixe a Rússia o quanto antes, segundo informa o Estadão .
Ainda que tenha se identificado como jornalista ao cruzar a fronteira, Boussidan não trabalhava em território russo. Estava, na verdade, em trânsito rumo à Armênia com um visto de turista. No entanto, por conta do atentado, o repórter decidiu trabalhar no relato para o Terra.
Dois dias depois, a polícia o prendeu em seu hotel. Em seguida, Boussidan foi levado a uma audiência com um juiz, que determinou sua prisão e uma multa de dois mil rublos (cerca de 65 dólares). O brasileiro foi encaminhado a um centro de detenção para estrangeiros na cidade de Adler, perto da fronteira com a Geórgia.
O jornalista teria ficado mais de um dia se comer e sob pressão para que assinasse documentos em russo e que abrisse mão da proteção consular brasileira.
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Segundo o repórter, ele foi interrogado por 12 horas pelas autoridades russas logo após enviar ao "Terra Magazine" um relato sobre a cobertura televisiva do atentado a bomba no aeroporto de Moscou, que matou 35 pessoas na segunda (24).
| Divulgação | |
| Solly Boussidan |
Ainda que tenha se identificado como jornalista ao cruzar a fronteira, Boussidan não trabalhava em território russo. Estava, na verdade, em trânsito rumo à Armênia com um visto de turista. No entanto, por conta do atentado, o repórter decidiu trabalhar no relato para o Terra.
Dois dias depois, a polícia o prendeu em seu hotel. Em seguida, Boussidan foi levado a uma audiência com um juiz, que determinou sua prisão e uma multa de dois mil rublos (cerca de 65 dólares). O brasileiro foi encaminhado a um centro de detenção para estrangeiros na cidade de Adler, perto da fronteira com a Geórgia.
O jornalista teria ficado mais de um dia se comer e sob pressão para que assinasse documentos em russo e que abrisse mão da proteção consular brasileira.
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