Jornalista brasileira detida no Equador não consegue visto e terá que deixar o país

A jornalista franco-brasileira Manuela Lavinas Picq, que foi agredida e detida no Equador, ainda corre o risco de ser deportada do país

Atualizado em 21/08/2015 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Atualizada às 13h16

A jornalista franco-brasileira , , que foi agredida e detida no Equador, não conseguiu um novo visto de permanência no país e deverá voltar ao Brasil no próximo sábado (22/8).
Crédito:Divulgação Jornalista ainda não recebeu novo visto de permanência no Equador
Segundo a Folhapress, na última quinta-feira (20/8), os advogados da repórter pediram uma defesa antecipada, para evitar que a jornalista seja acusada de permanência irregular no país. A mãe de Manuela, a economista Lena Lavinas, informou que o passaporte da filha desapareceu depois da detenção.
"O governo do presidente Correa alega ter o poder discricionário de emitir, anular ou suprimir vistos sem ter de dar explicações, o que é contrário à Constituição daquele país, que, como a nossa, prevê que toda decisão jurídica ou administrativa seja devidamente fundamentada, sob pena de nulidade", informou ela após saber que a filha terá de retornar ao Brasil.
A jornalista foi presa no último dia 13 de agosto, em Quito, durante uma manifestação contrária ao governo do presidente Rafael Correa. Imagens divulgadas na internet mostram que ela foi agredida por policiais. Manuela ficou com o rosto cheio de hematomas e sofreu pancadas na cabeça. A brasileira é companheira do líder do movimento indígena Ecuarunari, Carlos Pérez Guartambel, um dos organizadores dos protestos contra Correa. Ela ficou detida entre a noite do dia 13 e a última segunda-feira (17/8).