Jornalista brasileira detida no Equador afirma ser tratada como presa política no país
A jornalista e acadêmica Manuela Picq Lavinas, detida desde a última quinta-feira (13/8) no Equador, é mantida pelo governo em um centro de detenção para pessoas com situação imigratória irregular no país.
Atualizado em 17/08/2015 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Lavinas, detida desde a última quinta-feira (13/8) no Equador, é mantida pelo governo em um centro de detenção para pessoas com situação imigratória irregular no país.
Crédito:Reprodução Jornalista teme ser extraditada do Equador
À Folha de S.Paulo , a jornalista relatou que não pode sair de um quarto e tem acesso restrito aos seus advogados. Ela disse que o centro é um antigo hotel, onde estão imigrantes haitianos, espanhóis e argentinos em situação ilegal. Manuela é mantida sozinha e afirmou ser tratada como presa política.
A repórter será julgada nesta segunda-feira (17/8) por permanência irregular no Equador. O visto dela foi cassado na última sexta (14/8) depois de participação em um ato contra o governo.
Manuela e seu companheiro, o líder indígena Carlos Pérez Guartambel, foram agredidos por policiais, arrastados e retirados à força do protesto. A jornalista havia sido levada ao Ministério do Interior, mas, como estava muito machucada, foi encaminhada a um hospital da polícia.
Ela relatou que recebeu muitos golpes de cassetete na cabeça e no rosto e que até o momento não foi informada do que é acusada. "Começaram a me interrogar e eu disse que era brasileira. Quando se deram conta de que eu era a companheira do Carlos, vi um brilho nos olhos deles, iam deportar a mulher do Carlos", declarou ela.
O consulado brasileiro apoia a jornalista, mas não evitará seu julgamento e provável deportação. "Não só os meus direitos constitucionais foram violados, como meu processo de defesa está sendo uma armadilha. Não espero que a audiência nesta segunda seja algo juridicamente correto", lamentou.
Apoio
Um grupo de manifestantes se reuniu em Quito no último domingo (16/8) para apoiar a jornalista e protestar contra a deportação dela. O companheiro de Manuela caminhou com dezenas de pessoas para a frente do albergue onde ficam estrangeiros em processo de deportação.
Carlos Pérez, que também é advogado, disse à AFP que apresentará duas ações à justiça equatoriana para que ela recupere a liberdade, o visto e não seja deportada para o Brasil.
Crédito:Reprodução Jornalista teme ser extraditada do Equador
À Folha de S.Paulo , a jornalista relatou que não pode sair de um quarto e tem acesso restrito aos seus advogados. Ela disse que o centro é um antigo hotel, onde estão imigrantes haitianos, espanhóis e argentinos em situação ilegal. Manuela é mantida sozinha e afirmou ser tratada como presa política.
A repórter será julgada nesta segunda-feira (17/8) por permanência irregular no Equador. O visto dela foi cassado na última sexta (14/8) depois de participação em um ato contra o governo.
Manuela e seu companheiro, o líder indígena Carlos Pérez Guartambel, foram agredidos por policiais, arrastados e retirados à força do protesto. A jornalista havia sido levada ao Ministério do Interior, mas, como estava muito machucada, foi encaminhada a um hospital da polícia.
Ela relatou que recebeu muitos golpes de cassetete na cabeça e no rosto e que até o momento não foi informada do que é acusada. "Começaram a me interrogar e eu disse que era brasileira. Quando se deram conta de que eu era a companheira do Carlos, vi um brilho nos olhos deles, iam deportar a mulher do Carlos", declarou ela.
O consulado brasileiro apoia a jornalista, mas não evitará seu julgamento e provável deportação. "Não só os meus direitos constitucionais foram violados, como meu processo de defesa está sendo uma armadilha. Não espero que a audiência nesta segunda seja algo juridicamente correto", lamentou.
Apoio
Um grupo de manifestantes se reuniu em Quito no último domingo (16/8) para apoiar a jornalista e protestar contra a deportação dela. O companheiro de Manuela caminhou com dezenas de pessoas para a frente do albergue onde ficam estrangeiros em processo de deportação.
Carlos Pérez, que também é advogado, disse à AFP que apresentará duas ações à justiça equatoriana para que ela recupere a liberdade, o visto e não seja deportada para o Brasil.





