Jornalista boliviana pede demissão após rádio sofrer "asfixia econômica" do governo

A jornalista boliviana Amalia Pando informou que decidiu deixar a rádio Erbol após o governo do presidente Evo Morales submeter oveículo a uma "asfixia econômica", negando publicidade estatal por conta da linha crítica da emissora, informou em entrevista ao jornal El Deber .

Atualizado em 03/08/2015 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.

que decidiu deixar a rádio Erbol após o governo do presidente Evo Morales submeter o veículo a uma "asfixia econômica", negando publicidade estatal por conta da linha crítica da emissora, informou em entrevista ao jornal El Deber .
Crédito:Reprodução Jornalista denunciou asfixia econômica da rádio Erbol por parte do governo
"O governo não mandou fechar a Erbol, mas ele o está fazendo por meio de asfixia econômica. Isso não é assédio, mas uma asfixia para matar um meio de comunicação", disse.
Amalia está há dez anos na rádio e é considerada uma das comunicadoras com maior audiência no veículo e de influência na Bolívia. Ela também é conhecida por fazer críticas ao governo sobre vários assuntos.
Ela deve permanecer na Erbol até o final deste mês. Amalia disse ainda que a sua saída visa facilitar a possibilidade de a emissora não "afundar financeiramente". "Eu sinto que estamos com a água no pescoço e está ficando mais alta. Eu quero aliviar a carga desde navio. Eu sei que o governo já pediu minha cabeça várias vezes, então eu a entrego", declarou.
A "asfixia econômica" do governo aos meios independentes por meio da negativa de publicidade já foi denunciada em abril deste ano pela Associação Nacional de Imprensa (ANP), que agrupa a maioria dos diários do país.