Jornalista baleada no Afeganistão diz que atirador não deveria ser condenado à morte

Canadense Kathy Gannon, correspondente da Associated Press, é contra a pena de morte imposta ao ex-militar afegão.

Atualizado em 03/12/2014 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Em entrevista publicada na última terça-feira (2/12), a jornalista canadense Kathy Gannon se declarou contra a pena de morte imposta ao ex-policial afegão que tentou matá-la em abril deste ano. "Quero que ele seja punido, mas não acredito em pena de morte", declarou.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista pede punição para atirador, mas é contra a pena de morte
Segundo a Reuters, Kathy e a fotógrafa Anja Niedringhaus trabalhavam em uma reportagem para a Associated Press sobre o transporte do material eleitoral para as eleições presidenciais no Afeganistão. Enquanto eram escoltadas por policiais, um deles foi até o carro onde as repórteres estavam e gritou "Alá Akbar" (Deus é grande, em tradução livre), antes de disparar contra as duas.
Anja morreu na hora e Kathy passou meses internada. A jornalista diz que não perdoa o ex-policial, mas que a pena de morte não é a punição ideal. "Se você o perdoa, ele será livre. Não estou pronta para isso. Eu o quero na cadeia. Não o quero livre, mas também não acredito que ele deva ser morto", disse.
Em julho, o autor do ataque foi condenado à morte pelo assassinato da fotógrafa, além de quatro anos de prisão pela tentativa de homicídio de Kathy.