Jornalista argentino testemunha contra militares por crimes cometidos durante a ditadura no país

Jornalista argentino testemunha contra militares por crimes cometidos durante a ditadura no país

Atualizado em 07/02/2011 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Rafael Morán, jornalista argentino que passou quatro meses e meio preso durante a ditadura (1976-83) por escrever sobre o caso de um desaparecido, testemunhou sobre crimes contra a humanidade praticados pelos militares em Mendonze, no oeste da Argentina, informa o Clarín .
Preso em 24 de março de 1976, Morán contou à Justiça que passou por um interrogatório e foi torturado psicologicamente, apesar de não sofrer abusos físicos, relatou o Los Andes .
Apesar da ditadura e da censura imposta pelos militares, Morán escreveu uma coluna a parir de relatos de uma mãe de um desaparecido que o procurou. "Fui torturado permanentemente. Batiam nos presos, os seguravam debaixo da água em um balde e também os sufocavam em sacos. Um estudante de medicina teve o baço quebrado. Quanto a nós , não sabíamos quando seria nossa vez, vivíamos sob temor", disse Morán ao site El Sol Online, informa o Knight Center for Journalism in the Americas. A mulher de Morán também foi presa pouco depois e permaneceu detida por nove meses.


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