Jornalista apresenta à presidente Dilma plano de prevenção ao estupro
Nana Queiroz criou o movimento "Eu não mereço ser estuprada" após divulgação de dados de uma pesquisa do Ipea.
Atualizado em 11/04/2014 às 09:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quinta-feira (10/4), a presidente Dilma Rousseff conversou com a jornalista Nana Queiroz, que se comprometeu a apresentar um plano para a atuação de professores e médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) na discussão e auxílio à vítimas de estupro.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista proporá medidas para detectar abuso sexual
A jornalista é responsável pela criação do movimento " ", iniciativa adotada após a divulgação de dados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência contra mulheres.
De acordo com a Agência Estado, a jornalista falou com a imprensa sobre o assunto após o encontro, do qual participaram outros movimentos ligados à juventude. "No DF, são mais de 80% dos casos [de estupro dentro da própria família], ninguém dialoga sobre isso, e nós estamos pedindo o apoio da presidente pra implantar um plano federal que envolva professores e médicos do SUS no pré-natal pra informar mães, alunos sobre como prevenir o estupro. Ela [Dilma] se comprometeu em ler e analisar nossas ideias", disse.
Nana ressaltou que os professores devem estar prontos para identificar sinais de que a criança sofre abuso. "Uma outra ideia que funcionou em outros países, que vamos sugerir pra presidente, é que médicos no SUS logo no trabalho de pré-natal com as mães informem a elas que o estupro acontece dentro de casa na maior parte dos casos, como prevenir e como reconhecer os sinais", acrescentou.
Apesar do erro do Ipea, a jornalista avalia que a repercussão da pesquisa mobilizou a sociedade brasileira em torno do debate e lançou luz sobre a violência sexual cometida contra mulheres. O órgão informou que 26% dos brasileiros, e não 65% concordam, total ou parcialmente, com a afirmação de que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista proporá medidas para detectar abuso sexual
A jornalista é responsável pela criação do movimento " ", iniciativa adotada após a divulgação de dados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência contra mulheres.
De acordo com a Agência Estado, a jornalista falou com a imprensa sobre o assunto após o encontro, do qual participaram outros movimentos ligados à juventude. "No DF, são mais de 80% dos casos [de estupro dentro da própria família], ninguém dialoga sobre isso, e nós estamos pedindo o apoio da presidente pra implantar um plano federal que envolva professores e médicos do SUS no pré-natal pra informar mães, alunos sobre como prevenir o estupro. Ela [Dilma] se comprometeu em ler e analisar nossas ideias", disse.
Nana ressaltou que os professores devem estar prontos para identificar sinais de que a criança sofre abuso. "Uma outra ideia que funcionou em outros países, que vamos sugerir pra presidente, é que médicos no SUS logo no trabalho de pré-natal com as mães informem a elas que o estupro acontece dentro de casa na maior parte dos casos, como prevenir e como reconhecer os sinais", acrescentou.
Apesar do erro do Ipea, a jornalista avalia que a repercussão da pesquisa mobilizou a sociedade brasileira em torno do debate e lançou luz sobre a violência sexual cometida contra mulheres. O órgão informou que 26% dos brasileiros, e não 65% concordam, total ou parcialmente, com a afirmação de que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".





