Jornalista alemão engana Estado Islâmico e publica matéria após se oferecer para ser homem-bomba
O jornalista alemão Björn Stritzel publicou na edição desta quarta-feira, 26, do jornal alemão Bild a primeira parte de uma série de reportagens sobre o Estado Islâmico, baseada em contatos que o repórter teve com o grupo terrorista após se oferecer para ser homem-bomba em um atentado.
Stritzel teve essa ideia há um ano, depois de ataques do EI às cidades Würzburg e Ansbach, na Bavária. Ele entrou em um fórum online que reunia simpatizantes ao grupo terrorista e conseguiu lá o contato da agência de notícias Amaq, que publica vídeos e comunicados da facção. Feito o contato, duas pessoas que diziam estar na Síria passaram a se comunicar com ele em inglês. A primeira orientação foi a de destruir o aparelho celular dele e o cartão de memória do telefone, para depois passarem a se comunicar via aplicativo Wickr.
Stritzel foi obrigado a gravar um vídeo no qual ele jurou fidelidade ao EI e à causa defendida. “Não diga que vai fazer isso porque eles nos atacam ou ‘pararemos se vocês pararem’. Diga em vez disso: ‘Estou fazendo isso porque o Califado ordenou que eu atacasse cruzados e cidadãos”, diz uma mensagem de texto de um homem identificado como “Abu K”.
O instrutor do jornalista explicou a forma de o EI pensar. “É errada a ideia de que essa é uma guerra política. Nós os matamos porque essa foi a ordem de Alá, não porque eles nos atacam. As duas únicas saídas são a conversão ou pagar com suas cabeças”, explicou Abu K.
O terrorista deu instruções objetivas para o dia que o atentado ocorresse. “Vá a um hospital, encontre a ala de doenças graves e os destroce. Não planeje nada muito grande, aja rapidamente. Quanto mais você se arriscar, mais erros podem acontecer. Assim que o plano básico entrar em ação, apenas confie em Alá”, orientou.
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