Jornalista afirma que ataque químico na Síria foi obra do governo da Turquia
Seymour Hersh, veterano do London Review of Books, declarou que ação fazia parte dos planos turcos de intervir na crise na Síria.
Atualizado em 14/04/2014 às 14:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em um no jornal britânico London Review of Books, publicado no último dia 4 de abril, o veterano jornalista Seymour Hersh afirmou que o ataque com armas químicas que matou cerca de 1.400 pessoas em agosto passado na Síria foi obra do governo turco. Segundo ele, o objetivo era motivar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a intervir na guerra civil do país.
Crédito:Divulgação Jornalista diz que ataque químico foi produzido pela Turquia
De acordo com o R7, o governo dos Estados Unidos e a União Europeia culpavam, até então, partidários do presidente sírio Bashar al-Assad pelo ataque. Na época, Barack Obama chegou a aprovar intervenção militar no país, mas recuou após negociações com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo Hersh, o real motivo para a desistência de Obama seria, justamente, a descoberta do envolvimento turco na ação.
O jornalista usa aspas de um suposto ex-oficial de inteligência americano, cujo nome foi mantido em sigilo, e que afirma que seu governo não pode mais "voltar atrás" na acusação contra Assad. "Agora sabemos que foi uma ação secreta planejada por funcionários de Erdogan [primeiro-ministro da Turquia], para empurrar Obama para a guerra. O meu governo não pode dizer nada, porque temos agido de forma irresponsável", revela.
No fim de março, vazou na internet um diálogo entre o chefe do serviço de inteligência turco, Hakan Fidan, o ministro das relações exteriores do país, Ahmet Davutoglu, e outros altos funcionários. Na conversa, os oficiais discutem maneiras de intervir na crise da Síria, cogitando até simular um falso ataque em território turco. O governo afirma que o áudio é falso. Desde então, o acesso ao YouTube está bloqueado no país.
Crédito:Divulgação Jornalista diz que ataque químico foi produzido pela Turquia
De acordo com o R7, o governo dos Estados Unidos e a União Europeia culpavam, até então, partidários do presidente sírio Bashar al-Assad pelo ataque. Na época, Barack Obama chegou a aprovar intervenção militar no país, mas recuou após negociações com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo Hersh, o real motivo para a desistência de Obama seria, justamente, a descoberta do envolvimento turco na ação.
O jornalista usa aspas de um suposto ex-oficial de inteligência americano, cujo nome foi mantido em sigilo, e que afirma que seu governo não pode mais "voltar atrás" na acusação contra Assad. "Agora sabemos que foi uma ação secreta planejada por funcionários de Erdogan [primeiro-ministro da Turquia], para empurrar Obama para a guerra. O meu governo não pode dizer nada, porque temos agido de forma irresponsável", revela.
No fim de março, vazou na internet um diálogo entre o chefe do serviço de inteligência turco, Hakan Fidan, o ministro das relações exteriores do país, Ahmet Davutoglu, e outros altos funcionários. Na conversa, os oficiais discutem maneiras de intervir na crise da Síria, cogitando até simular um falso ataque em território turco. O governo afirma que o áudio é falso. Desde então, o acesso ao YouTube está bloqueado no país.





