Jornalista acusada de subornar funcionário público é inocentada no Reino Unido

Clodagh Hartley pagou a um funcionário do governo para ter acesso a informações sigilosas sobre o orçamento do ano seguinte.

Atualizado em 27/11/2014 às 11:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última terça-feira (25/11), um tribunal britânico absolveu a jornalista Clodagh Hartley, ex-repórter do tabloide The Sun , de uma acusação de pagamento de propina. A profissional teria dado mais de 17 mil euros para um funcionário público em troca de informações sigilosas do Parlamento.
Crédito:Reprodução/YouTube Clodagh Hartley afirma que não sabia que pagamento de propina era crime
Segundo o Daily Mail , a jornalista de 40 anos tentava descobrir os planos para o orçamento do Reino Unido de 2010. Clodagh foi presa em 2012, quando a polícia descobriu e-mails, textos e registros de pagamento efetuados entre 2008 e 2011. O informante se chama Jonathan Hall e trabalhava no departamento de imprensa do Ministério da Fazendo britânico.
De acordo com o promotor Zoe Johnson, "esse não é um caso envolvendo vazamento de informações por uma boa causa. Jonathan Hall foi movido pela ganância e a senhorita Hartley queria conquistar o próximo grande furo". Em sua defesa, a repórter disse que nunca passou por sua cabeça que estava fazendo algo ilegal. Segundo ela, a prática é comum no jornalismo de tabloides do Reino Unido.
Após a audiência que a inocentou, Clodagh agradeceu ao júri e deixou o tribunal chorando, afirmando que não pretende voltar ao jornalismo. Hall, o funcionário público acusado de vazar as informações por dinheiro, será julgado em fevereiro.