Jornalista acusa Buarque de ter recebido dinheiro para apoiar Alckmim; senador rebate

O jornalista e publisher da Geração Editorial, Luiz Fernando Emediato, publicou no dia 1º de maio um texto em sua página no Facebook intitulado “ ”, onde comentava as hostilidades recebidas pelo senador após ter anunciado que votaria a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Atualizado em 05/05/2016 às 13:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Além disso, acusou o político de ter recebido dinheiro irregular para apoiar Geraldo Alckmim durante a corrida eleitoral em 2006. Crédito:Agência Senado Senador negou as denúncias e pediu abertura de suas contas

“Cristovam não tem o direito de ser rigoroso com aqueles a quem critica por crimes, por exemplo, de ordem eleitoral. Premido pelas circunstâncias - a necessidade de pagar seus marqueteiros - ele acabou aceitando dinheiro de caixa 2 em sua campanha presidencial. No final, também aceitou que parte da campanha fosse paga, irregularmente, pelo PSDB de Geraldo Alckmin, em troca de apoio no segundo turno”, denunciou.

Após a repercussão das acusações, o senador disse ao site Congresso em Foco que iria pedir à Justiça Eleitoral que reabra a análise da prestação de suas contas e ainda acusou Emediato de irregularidades. “A Justiça deveria reabrir todas as prestações de contas de candidatos assessorados por Emediato, ele deve saber de muita coisa e poderia até fazer uma delação premiada”, disse.

O senador ainda negou que o jornalista tenha sido coordenador geral de sua campanha e ainda negou ter feito caixa 2, bem como o recebimento de dinheiro do PSDB para apoiar o partido no segundo turno nas eleições de 2006.

No dia seguinte, Emediato voltou a comentar o assunto na rede social, alegando que não faria sentido o pedido de reabertura de prestação de contas de candidatos assessorados por ele, uma vez que não atua na área desde que colaborou na campanha de Buarque. “Eu não assessoro mais nenhum candidato desde que fiz a campanha dele, há 10 anos. Já não assessorava naquela época, aliás. Eu edito livros. E delação premiada quem faz é criminoso, para atenuar sua pena”.

O jornalista reafirma ter trabalhado de graça na campanha, não tendo sido pago com os recursos de caixa 2 que Buarque teria recebido. “Não cometi crime algum. Caso a Justiça queira saber dessa história, quem poderia fazer delação premiada seria ele, que usou o dinheiro em seu benefício, e não eu.”

Em contrapartida, Buarque diz que recebeu mensagens de Emediato com o objetivo de convencê-lo a se manifestar contra o impeachment de Dilma. O jornalista não comentou a acusação.


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