Jornalista aborda em TCC o papel e a real influência da mídia em eleições
“O papel da imprensa nos resultados dos processos eleitorais brasileiros de 1982, 1989, 2002, 2006 e 2014” foi o Trabalho de Conclusão de Cu
O papel da imprensa em um uma eleição é fundamental para que os cidadãos possam ter mais recursos para escolher em qual candidato votar, mas a participação dos meios de comunicação nesse processo não passa sem que eles próprios sejam alvos de análise e crítica. Foi esse tipo de repercussão que motivou o estudante Pedro Peres Guimarães e elaborar seu TCC, concluído em 2016.
Cr?dito:Arquivo Pessoalrso de Pedro no Centro Universitário de Volta Redonda. O aluno fez um levantamento de editoriais e notícias dos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, da revista Veja e da Rede Globo nos seis meses anteriores a eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro em 1982 e no mesmo período que antecedeu os pleitos presidenciais de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014.
“Foram feitas tabulações e classificações em favorável ou desfavorável do material coletado. Buscou-se avaliar as eleições escolhidas sob a perspectiva do papel exercido pela imprensa durante este período, analisando suas ações concretas, expressas nas páginas dos jornais, revistas e nas telas de televisão durante a temporada eleitoral”, explicou o jornalista recém-formado.
A conclusão de Pedro é que a influência da mídia na decisão do eleitorado é “superestimada”. Ele entende que algumas legendas se utilizam dessa narrativa como desculpa: “Após a produção do trabalho acadêmico, conclui-se que a imprensa não apresenta influência direta na decisão do eleitorado brasileiro e que os partidos situados à esquerda utilizam casos específicos para realizar generalizações”.
Sobre os desafios da execução do trabalho, Pedro relata que a opção por um período anterior às eleições escolhidas foi muito grande, o que exigiu dele muita concentração – ele diz que só a pesquisa nos três jornais impressos lhe custou três meses. “Outro desafio muito grande foi ter acesso ao acervo do Jornal Nacional da Rede Globo anterior às eleições de 1982, 1989, 2002 e 2006. Consegui o telefone do Globo Universidade, conversei com os funcionários de lá e fui chamado de maluco, colocando em dúvida o sucesso do meu trabalho. Assisti alguns vídeos pelo YouTube e pelo site da Rede Globo, conseguindo terminar minha pesquisa”, contou.
O período rendeu alguns aprendizados a Pedro, que repassa o conhecimento adquirido a quem ainda é graduando. "Essa experiência representou questões, principalmente, de concentração e transpiração. Tenho uma gratidão muito grande pelo meu orientador, o professor Reginaldo Heller. Ele sempre teve a disposição de me atender e de ler meu trabalho mais de uma vez. Aprendi que para matar um monstro, que nós mesmos criamos, é necessário colocá-lo como algo simples e ter as armas essenciais para derrotá-lo", explicou o jornalista.
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