Jornalista abandona programa após ser impedido de fazer perguntas a Bolsonaro
Jornalista Juremir Machado Silva abandonou programa Bom Dia com Rogério Mendelski após veto do candidato a perguntas dos demais membros da b
Atualizado em 23/10/2018 às 17:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os ouvintes do programa Bom Dia com Rogério Mendelski, transmitido pela Rádio Guaíba, no Rio Grande do Sul, testemunharam a saída ao vivo da atração do jornalista Juremir Machado Silva. O motivo foi o veto do entrevistado, o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), a perguntas dos demais participantes da bancada. Somente o apresentador falou com o político. Crédito:Reprodução Além de Juremir estavam no estúdio os jornalistas Jurandir Soares e Voltaire Porto. A entrevista foi por telefone.
Horas depois, durante o programa Esfera Pública, Juremir esclareceu que não se demitiu da emissora. "Não pedi demissão. Gosto muito de trabalhar na Rádio Guaíba. Hoje, por uma circunstância de programa, pedi para sair do programa Bom Dia. Envolve desacordo com uma situação em que me senti desconfortável por uma exigência de Jair Bolsonaro de que só o âncora poderia fazer perguntas. Eu achei que não tinha cabimento e resolvi não participar mais do programa. É tudo."
Origem da polêmica
De manhã, no fim da entrevista com Bolsonaro, Mendelski tentou explicar a falta de participação dos companheiros. "O silêncio de vocês foi uma condição do candidato, que queria conversar somente com o apresentador", disse. Juremir retrucou: "Nós poderíamos dizer que o candidato nos censurou?". "Não diria isso", rebateu o apresentador, mas Juremir não se conformou e anunciou sua decisão. "Por que não podíamos fazer perguntas?", questionou. "Ele não sabia que vocês estavam aqui", respondeu Mendelski. "Eu achei humilhante e, por isso, estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui dez anos", disse Juremir antes de se levantar e sair do estúdio.
"Não podemos dizer nada. Desculpe. Foi uma condição do candidato. Juremir é adulto o suficiente para participar ou não do programa. Lamento a decisão. Acho que ele se precipitou", complementou Mendelski.
Questionado sobre a situação, Soares foi político. "Ele (Bolsonaro) concedeu a entrevista em consideração a ti, acho que tem de respeitar." Porto disse que "precisava trabalhar" e mudou o rumo da conversa para a alta audiência obtida com a entrevista.
Mendelski informou ainda que o programa pretendia entrevistar Fernando Haddad (PT) hoje, mas um conflito de agendas impossibilitou a conversa, que provavelmente será realizada amanhã.
A Rádio Guaíba pertence à Rede Record, do bispo Edir Macedo, que já manifestou seu apoio explícito a Bolsonaro. Na última semana, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) divulgou na qual denunciava "pressões abusivas sobre os jornalistas da Rede Record para privilegiar candidatura de Bolsonaro". O Portal IMPRENSA entrou em contato com a emissora, solicitando sua resposta à denúncia, mas, até a publicação desta nota, não obteve resposta.
Veja abaixo os vídeos dos programas Bom Dia e Esfera Pública.
https://www.facebook.com/radioguaibaoficial/videos/261296994428747/

Horas depois, durante o programa Esfera Pública, Juremir esclareceu que não se demitiu da emissora. "Não pedi demissão. Gosto muito de trabalhar na Rádio Guaíba. Hoje, por uma circunstância de programa, pedi para sair do programa Bom Dia. Envolve desacordo com uma situação em que me senti desconfortável por uma exigência de Jair Bolsonaro de que só o âncora poderia fazer perguntas. Eu achei que não tinha cabimento e resolvi não participar mais do programa. É tudo."
Origem da polêmica
De manhã, no fim da entrevista com Bolsonaro, Mendelski tentou explicar a falta de participação dos companheiros. "O silêncio de vocês foi uma condição do candidato, que queria conversar somente com o apresentador", disse. Juremir retrucou: "Nós poderíamos dizer que o candidato nos censurou?". "Não diria isso", rebateu o apresentador, mas Juremir não se conformou e anunciou sua decisão. "Por que não podíamos fazer perguntas?", questionou. "Ele não sabia que vocês estavam aqui", respondeu Mendelski. "Eu achei humilhante e, por isso, estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui dez anos", disse Juremir antes de se levantar e sair do estúdio.
"Não podemos dizer nada. Desculpe. Foi uma condição do candidato. Juremir é adulto o suficiente para participar ou não do programa. Lamento a decisão. Acho que ele se precipitou", complementou Mendelski.
Questionado sobre a situação, Soares foi político. "Ele (Bolsonaro) concedeu a entrevista em consideração a ti, acho que tem de respeitar." Porto disse que "precisava trabalhar" e mudou o rumo da conversa para a alta audiência obtida com a entrevista.
Mendelski informou ainda que o programa pretendia entrevistar Fernando Haddad (PT) hoje, mas um conflito de agendas impossibilitou a conversa, que provavelmente será realizada amanhã.
A Rádio Guaíba pertence à Rede Record, do bispo Edir Macedo, que já manifestou seu apoio explícito a Bolsonaro. Na última semana, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) divulgou na qual denunciava "pressões abusivas sobre os jornalistas da Rede Record para privilegiar candidatura de Bolsonaro". O Portal IMPRENSA entrou em contato com a emissora, solicitando sua resposta à denúncia, mas, até a publicação desta nota, não obteve resposta.
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https://www.facebook.com/radioguaibaoficial/videos/261296994428747/






