Jornalismo profissional prevaleceu nas redes sociais durante as eleições
Pesquisa foi elaborada pela Folha a partir de publicações com links no Facebook e no Twitter durante dez dias ao fim do pleito
Atualizado em 10/11/2014 às 10:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um levantamento feito pela Folha de S.Paulo aponta que o jornalismo "profissional" prevaleceu entre os links compartilhados por internautas nas redes sociais durante as eleições de outubro. A pesquisa foi realizada a partir de publicações com links no Facebook e no Twitter durante dez dias após fim do pleito, quando marcaram recordes de interações.
Crédito:Reprodução Pesquisa mostrou que maioria do conteúdo compartilhado em redes sociais sobre as eleições foi originado de veículos profissionais
O estudo revelou que 61% dos compartilhamentos de links por usuários foram originados de conteúdo publicado na mídia profissional: jornais, portais, TVs, rádios, sites de notícias locais ou imprensa internacional. Dois dias após a eleição, o índice subiu para mais de 70%.
"A gente pode dizer tranquilamente que, se não tem mídia, não tem mídia social", defendeu o pesquisador da USP e colunista da Folha , Luli Radfahrer. Para ele, os debates nas redes sociais surgem da cobertura profissional, como repercussão ou crítica. Ele ressaltou ainda que o papel da imprensa não é finalizado ao publicar. "Não são mais donos do discurso; são quem inicia a conversa".
Blogs sem produção jornalística profissional tiveram 4,2% dos compartilhamentos. Também houve uma onda de sites de campanhas feitos para o compartilhamento nas redes, com o Muda Mais, em apoio a Dilma Rousseff (PT) e o site oficial de Aécio Neves (PSDB), mas ambos obtiveram menos de 1% dos links publicados.
O levantamento indicou ainda que o uso de dispositivos móveis, principalmente smartphones, contribuíram para o compartilhamento de textos publicados nas redes sociais. O "telefone sem fio" das rápidas interações no celular, entretanto, aumentaram boatos como o da suposta morte do doleiro Alberto Youssef, delator no processo que investiga possível corrupção na Petrobras.
"A velocidade de acesso é também velocidade de circulação, e isso não é sempre positivo, como vimos os boatos que circularam", explicou o pesquisador de cibercultura na Universidade Federal da Bahia, André Lemos.
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"A gente pode dizer tranquilamente que, se não tem mídia, não tem mídia social", defendeu o pesquisador da USP e colunista da Folha , Luli Radfahrer. Para ele, os debates nas redes sociais surgem da cobertura profissional, como repercussão ou crítica. Ele ressaltou ainda que o papel da imprensa não é finalizado ao publicar. "Não são mais donos do discurso; são quem inicia a conversa".
Blogs sem produção jornalística profissional tiveram 4,2% dos compartilhamentos. Também houve uma onda de sites de campanhas feitos para o compartilhamento nas redes, com o Muda Mais, em apoio a Dilma Rousseff (PT) e o site oficial de Aécio Neves (PSDB), mas ambos obtiveram menos de 1% dos links publicados.
O levantamento indicou ainda que o uso de dispositivos móveis, principalmente smartphones, contribuíram para o compartilhamento de textos publicados nas redes sociais. O "telefone sem fio" das rápidas interações no celular, entretanto, aumentaram boatos como o da suposta morte do doleiro Alberto Youssef, delator no processo que investiga possível corrupção na Petrobras.
"A velocidade de acesso é também velocidade de circulação, e isso não é sempre positivo, como vimos os boatos que circularam", explicou o pesquisador de cibercultura na Universidade Federal da Bahia, André Lemos.
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