Jornalismo na razão delirante / Por Antonio Paiva Rodrigues - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza

Jornalismo na razão delirante / Por Antonio Paiva Rodrigues - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza

Atualizado em 10/10/2005 às 11:10, por Por: Antonio Paiva Rodrigues e  estudante de jornalismo da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza.

O tema desse trabalho cuja intitulação é: O Jornalismo na Era da Razão Delirante traz à tona a importância do jornalismo falado, escrito e televisado, para os interesses da comunicação. Considerado um serviço público, uma forma de conhecimento, também possui suas nuanças como outra profissão qualquer quer seja de comunicação, ou não. Dignificar a atividade abraçada pelo irrestrito cumprimento de deveres, manutenção da fidelidade íntima ou não, aos compromissos assumidos e permanente melhoria do labor que se entregou voluntariamente, isto é por vocação. Atualizar sempre os conhecimentos, participar de simpósios, trocando idéias com profissionais do ramo, leituras constantes e proveitosas, conhecimentos gerais é o alvo e o dever de um bom jornalista. Costumo apor aos meus comentários, que toda forma de conhecimento exige um estudo, e um conhecimento básico. Como o ser humano, a cada dia que passa tem o discernimento da evolução, permite que versões e juízos individuais sejam inerentes a sua atuação, e como não somos iguais, essa aposição veio acalhar muito bem, na era da razão delirante.

No código de ética do jornalista está inserido seu compromisso com a verdade, é clássico? Pode ser. Notícias não podem ser divulgadas aleatoriamente, a entrevista reflete o testemunho do entrevistado, aliado a sua opinião, que não pode ser distorcida, para não fugir os preceitos da ética. Um tema chamativo e de uma conotação exemplar; sugere que saibamos o que venha a ser delirante. Eu poderia citar que delirante é aquilo que delira; atacado de delírio; próprio de quem delira; extravagante, insensato; que manifesta grande exaltação ou entusiasmo; aloucado, desvairado, desordenado; extraordinário, maravilhoso, arrebatador. No jornalismo tradicional tudo é noticia, temas das mais diversas conceituações e técnicas levam ao especialista ou não, uma precisão possível, o que se passa em diversos setores, são atribuições que exaltam, denotam o espírito de altivez de quem quer prestar informações delirantes, para um público delirante. Por incrível que pareça, quando falamos na palavra ação, ela vem recheada de significados, como veremos a seguir: ato ou efeito de agir, de atuar; atuação, ato, feito, obra; manifestação de uma força, de uma energia, de um agente; maneira como um corpo, um agente, atua sobre outro; efeito; capacidade de mover-se, de agir; movimento, funcionamento; modo de proceder; comportamento, atitude; exercício da força, do poder de fazer alguma coisa, influência (sobre alguém ou alguma coisa); ocorrência, acontecimento, sucesso; solenidade, cerimônia; seqüência de acontecimentos duma peça teatral, dum filme, dum romance, enredo, intriga, trama, etc. Na posição, o jornalismo não pode contar com inimigos e sim aliados, eu diria que esta conotação de Marketing e de intelectual militante, não condiz com a verdade, pois, os dois podem fazer parte do jornalismo. Se as sinonímias não refletem a maneira de pensar de um e do outro, eu me coloco no ponto de discordar. Será que vender idéias é coisa banal, sem valor? A monopolização da mídia só acontecerá com o consenso de todos que fazem jornalismo e acabar com esse emaranhado de associações e dignificar, presentear a profissão, com um órgão que se responsabilizar por tudo. Aliás, como diz o velho e surrado jargão popular: "canja e caldo de galinha, nunca fez mal a ninguém", a monopolização da mídia, em minha opinião não muito otimista, jamais acontecerá.

Ninguém consegue o monopólio cem por cento. Já os administradores, economistas, políticos tentaram esta faceta, e não a conseguiram. Acho difícil, impossível fica a critério de cada um. Militante na sua acepção mais correta seria aquele que milita; combatente; que atua; participante; que funciona ou está em exercício; membro ativo; apóstolo. O intelectual militante tem suas virtudes e seus defeitos, admitir ou não são critérios pessoais, todos nós estamos à busca do sucesso, nós deixamos que os mais intelectuais denotem o nosso valor, ah! Se todos agissem assim. Seria uma beleza, ótimo. Vaidosos, iremos encontrar em cada esquina e em cada, o remédio para vaidosos e sermos vaidosos e meio para estarmos sempre à frente deles. O que tem a ver a pobre sogra com essa razão delirante? Nada.

Os vendedores e vaidosos que agem como aqueles que deram quinze minutos do jornal ao filho da Xuxa, e a Xuxa já tem filho? Se dissermos a filha tudo bem. Tudo na vida tem funções, atribuições, colocações e essas visam alguma coisa, nada se faz em vão. Se o humorista não agradou, talvez seja de quem emitiu a opinião; pode ter agradado a outros. Se formos punir os culpados por tudo de mal feito que coloquem a nossa frente, é melhor fecharmos as nossas televisões, pois o que vemos com mais amiudade é a banalização da violência, do sexo e o uso das drogas. O mais intrigante é que ninguém toma uma atitude, visto que muitos estão por trás desta parafernália. E aí, o que eu vou dizer para os meus netos. Será que o jornalismo dá espaço para marqueteiros e intelectuais militantes? Acho que sim. Ficção e realidade são a mesma coisa? Não. O jornalista tem que está com um pé atrás e um na frente e bem delineado. Esse jogo de política, ficção e realidade, anúncios de sorvetes, discursos políticos, a ciência como criação cultural, confundir medicina nuclear com pajelança, a insatisfação de mulheres e negros, o feminismo, se o perigo mora no delírio da razão estamos fritos, pois quem não delira?

Essas parafernálias fazem o cotidiano brasiliano, o somatório de tudo isso é que torna e transforma o jornalismo e faz com que, ele viva na era da razão delirante. Já pensaram se tudo estivesse acertadinho onde estaria esta famosa e ditosa "razão delirante"? Ao fazer esse relato, lembrei-me da música de Roberto e Erasmo Carlos: "Quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo mais vá pro.........".