Jornalismo da Depressão tenta mostrar que repórteres “também são humanos”
"Liguei para uma assessoria perguntando de uma pessoa que trabalha em outra"; "Jornalista com TPM é tão... Opa, já vou buscaro chocolate, linda".
Atualizado em 14/08/2013 às 16:08, por
Igor dos Santos*.
de uma pessoa que trabalha em outra"; "Jornalista com TPM é tão... Opa, já vou buscar o chocolate, linda". Essas e muitas outras pérolas são acompanhadas por mais de 108 mil pessoas na página do e mais de 3 mil seguidores no do perfil Jornalismo da Depressão, uma página que “prova que jornalistas também são humanos”.
Crédito:Arquivo pessoal Estudante de jornalismo usa perfil para debater a profissão com humor
O estudante de Jornalismo e criador do perfil, Rafe Aguiar, conta como surgiu a ideia de criar a página. “Eu criei um grupo [no Facebook] da faculdade para reunir o pessoal da classe, mas, além de falar assuntos de aula, a gente começou a colocar muitas piadas. Então, eu criei uma página para colocar as brincadeiras da nossa classe”, afirma.
Aguiar diz que começa a trabalhar diariamente na página às 7h da manhã e que sua rotina de atualização do perfil gira em torno do tempo ocioso entre dois estágios e as aulas na faculdade.
Para Aguiar, a relação com os jornalistas que seguem o perfil é “incrível”. "Acaba sendo uma forma desabafo. Muita gente vem conversar e eu já ouvi histórias de pessoas que pensavam em se matar, achando que nada ia dar certo, querendo desistir de tudo. Nesses casos a gente procura dar uma atenção, explicar que não é assim. Então, é uma ligação direta e algumas pessoas acabam até virando amigas”, diz.
O estudante ainda analisa a situação atual do jornalismo no Brasil. “Está numa crise feia. São várias notícias de colegas sendo demitidos, você não encontra tanta estabilidade no mercado. E, para mim, por ser estudante, dá um desespero maior pelo fato de você não ter uma perspectiva de futuro, não saber onde vou trabalhar e como vai ser meu salário assusta um pouco”, conta.
Sobre o futuro da página, Aguiar diz que “não existe um tempo determinado” para mantê-la, mas que pretende expandi-la. Afinal, como diz um de seus posts: “jornalismo é uma droga (e vicia)”.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Arquivo pessoal Estudante de jornalismo usa perfil para debater a profissão com humor
O estudante de Jornalismo e criador do perfil, Rafe Aguiar, conta como surgiu a ideia de criar a página. “Eu criei um grupo [no Facebook] da faculdade para reunir o pessoal da classe, mas, além de falar assuntos de aula, a gente começou a colocar muitas piadas. Então, eu criei uma página para colocar as brincadeiras da nossa classe”, afirma.
Aguiar diz que começa a trabalhar diariamente na página às 7h da manhã e que sua rotina de atualização do perfil gira em torno do tempo ocioso entre dois estágios e as aulas na faculdade.
Para Aguiar, a relação com os jornalistas que seguem o perfil é “incrível”. "Acaba sendo uma forma desabafo. Muita gente vem conversar e eu já ouvi histórias de pessoas que pensavam em se matar, achando que nada ia dar certo, querendo desistir de tudo. Nesses casos a gente procura dar uma atenção, explicar que não é assim. Então, é uma ligação direta e algumas pessoas acabam até virando amigas”, diz.
O estudante ainda analisa a situação atual do jornalismo no Brasil. “Está numa crise feia. São várias notícias de colegas sendo demitidos, você não encontra tanta estabilidade no mercado. E, para mim, por ser estudante, dá um desespero maior pelo fato de você não ter uma perspectiva de futuro, não saber onde vou trabalhar e como vai ser meu salário assusta um pouco”, conta.
Sobre o futuro da página, Aguiar diz que “não existe um tempo determinado” para mantê-la, mas que pretende expandi-la. Afinal, como diz um de seus posts: “jornalismo é uma droga (e vicia)”.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





