Jornal publica "falsa" carta em que ministro brasileiro é aconselhado a "cair na real"

Jornal publica "falsa" carta em que ministro brasileiro é aconselhado a "cair na real"

Atualizado em 13/01/2011 às 11:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (12), o jornal britânico Financial Times publicou uma coluna, em tom de brincadeira, sobre uma falsa carta enviada pelo presidente do Banco Central dos EUA (Federal Reserve ou Fed), Ben Bernanke, ao ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega. No texto, intitulado "Lex", Bernanke diz a Mantega para "cair na real" e parar com suas críticas a política monetária norte-americana.

De acordo com informações da BBC Brasil, o jornal veiculou em sua edição da última segunda (10) uma entrevista com o ministro da Fazenda, em que ele acusava os EUA e a China de manterem suas taxas de câmbio artificialmente baixas. Além disso, Mantega declarou que o Fed mantinha uma quantidade superior de dinheiro em circulação para reativar a economia do país, e que isso tem levado à desvalorização do dólar e reforçado a competitividade das exportações norte-americanas.

Na carta de mentira, Bernanke diz a Mantega que ele "não está exatamente sofrendo aí embaixo", e ainda questiona se "algo mais" estaria preocupando o ministro. "O afrouxamento monetário é simplesmente uma forma de política monetária e as taxas de juros nos EUA estão baixas porque nossa economia está mais fragilizada que a sua. Quando o ambiente melhorar, enxugaremos a economia", informa a correspondência. "O senhor não está exatamente sofrendo aí embaixo. Ou há algo mais preocupando o senhor que os mercados ainda não sabem?"

Quanto às críticas feitas à China, os colunistas do Financial Times concordaram com o posicionamento do brasileiro. Para o "falso" remetente, o Fed não tem intenção de criar uma suposta "guerra cambial" - termo usado por Mantega na entrevista para designar a manutenção de baixas taxas cambiais. "No fim das contas, o real está forte porque os preços das commodities estão altos, e isto se deve ao fato de a moeda chinesa estar sendo mantida artificialmente baixa", diz a carta.

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