Jornal português Expresso processa crítica literária que o acusou de censura
Jornal português Expresso processa crítica literária que o acusou de censura
Jornal português Expresso processa crítica literária que o acusou de censura
O jornal português Expresso anunciou nesta quarta-feira, 06, que vai processar a crítica literária Dóris Graça Dias. O jornal havia encomendado a Dóris uma crítica sobre o livro "Rio das Flores", do escritor Miguel Sousa Tavares. Sua crítica não teria sido publicada porque Tavares é colunista do jornal.
Segundo o site Consultor Jurídico, ela afirmou ter sido censurada ao ter sua crítica literária engavetada, e disse que no lugar "foi publicado um questionário onde oito pessoas diziam o que achavam da obra". Segundo Dóris, algumas delas não teriam nem lido "Rio das Flores".
O Expresso alegou que o texto da escritora "não tinha qualidade mínima para ser publicado", e que "para a crítica lhe faltava o respectivo enquadramento, por exemplo: onde passa a ação da obra? Quais as suas personagens? Qual o tempo histórico que abarca?".
Sem essas informações, afirmou a direção do jornal, o texto corria o risco de "ficar como a jornalista o deixou: um mero ataque pessoal ao autor, feito do alto de uma arrogância e de um preconceito (...), que não se coadunam com as boas práticas do Expresso nem com a sua conduta".
Graça Dias teria sido convidada para refazer o texto, mas recusou. Segundo comunicado publicado no site do semanário, a jornalista "terá de provar nos fóruns próprios que sofreu a censura de que diz ter sido alvo.






