Jornal português classifica como "desastrada" ação da polícia no caso Eloá

Jornal português classifica como "desastrada" ação da polícia no caso Eloá

Atualizado em 20/10/2008 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na edição desta segunda-feira (20), uma matéria do jornal português Correio da Manhã diz que a "desastrada" ação da polícia paulista pode ter sido responsável pelo trágico fim do seqüestro que levou à morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel.

Segundo a BBC, Eloá, de 15 anos, foi mantida como refém durante cinco dias pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes, 22, em um apartamento em Santo André, região metropolitana de São Paulo. A adolescente foi baleada durante a invasão policial no cativeiro e teve a morte cerebral confirmada na madrugada do último domingo (19).

"As circunstâncias em que a adolescente foi baleada continuam pouco claras, mas a polícia paulista aparece cada vez mais como grande responsável pelo trágico desfecho do mais longo seqüestro do gênero no Estado de São Paulo", diz a reportagem, assinada pelo correspondente do jornal em SP, Domingos Serrinha.

Nayara Vieira, uma amiga de Eloá, também foi mantida em cárcere privado e acabou sendo baleada com um tiro no rosto pelo seqüestrador. A menina está internada em recuperação.

Polêmica

O jornal coloca em cheque a iniciativa da polícia de invadir o cativeiro. Policiais afirmam que a decisão sobre a invasão aconteceu depois de terem sido ouvidos disparos do lado de fora, no entanto, o Correio da Manhã afirma que, segundo jornalistas que estavam no local fazendo a cobertura do caso, os tiros aconteceram somente após a invasão policial no apartamento, cuja porta foi detonada com explosivos.

"Fica cada vez mais claro que foi a desastrada invasão policial, ocorrida quando um promotor de Justiça e um advogado contratado pela família de Lindemberg já o tinham convencido a entregar-se, que fez com que ele atirasse sobre as adolescentes", afirma o jornal.

Conforme o diário, Eduardo Félix, que comandou a operação policial, "piorou as coisas ao afirmar que a polícia não abateu o seqüestrador por ele não ser um bandido e sim um jovem trabalhador a sofrer por amor".

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