Jornal pede desculpas por erro em reportagem sobre fuga de funcionários de Fukushima
Depois da repercussão negativa da matéria, “Asahi” pede desculpas aos leitores e afirma que “interpretações incorretas” induziram ao erro.
Atualizado em 12/09/2014 às 16:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
O segundo jornal mais lido do Japão passou por uma crise de credibilidade após divulgar uma notícia infundada. Nesta sexta-feira (12/9), o Asahi publicou na capa do diário um por conta de um artigo que afirmava erroneamente que funcionários da usina de Fukushima desobedeceram a ordens de seus superiores e fugiram durante a crise no país em 2011.
Crédito:Reprodução Presidente do jornal demitiu editor e pode cortar repórteres após o escândalo
Segundo EFE, a retificação do artigo, publicado no mês de maio, gerou duras críticas da opinião pública japonesa, inclusive do primeiro-ministro Shinzo Abe. "Lamentamos profundamente ter publicado este conteúdo errado. Pedimos sinceramente desculpas ao público, principalmente aos nossos leitores e a todos aqueles que trabalharam em Fukushima Daiichi", afirmou a nota do diário.
Com tiragem de 10 milhões de exemplares, o periódico foi destaque nos principais concorrentes na região, como o Yomiuri, o Nikkei e o Mainichi, que publicaram manchetes com menções à inexatidão do impresso.
Antes de pedir perdão pelo erro, o presidente do jornal Tadakazu Kimura se desculpou em entrevista coletiva e anunciou a demissão do editor-executivo Nobuyuki Sugiura. Ele ainda disse que haverá punições aos repórteres envolvidos e não descartou renunciar ao cargo no futuro.
A reportagem publicada em maio deste ano afirmava que 90% dos trabalhadores da usina de Fukushima teriam se negado a atender uma decisão do então diretor da central, Masao Yoshida, e fugiram para outras instalações. A região foi atingida pelo terremoto e tsunami em março de 2011.
Para justificar a fonte das informações ali apresentadas, o Asahi declarara que teve acesso a transcrição de um interrogatório de Yoshida. Para desmentir o jornal, o governo japonês publicou esses documentos na última quinta-feira (11/9). No relatório, o executivo conta que funcionários abandonaram o local, mas que não contrariaram suas ordens e que a fuga pareceu “a mais correta”.
Em editorial, Kimura admite o erro, mas atribui a “interpretações incorretas” e a falta de apuração para saber se eram verídicas as declarações de Yoshida. O equívoco ganhou dimensões acima do esperado, já que recentemente o diário reconhecer outras falhas em reportagens veiculadas nas décadas de 80 e 90, que tratavam do recrutamento forçado de mulheres durante a 2ª Guerra Mundial.
Crédito:Reprodução Presidente do jornal demitiu editor e pode cortar repórteres após o escândalo
Segundo EFE, a retificação do artigo, publicado no mês de maio, gerou duras críticas da opinião pública japonesa, inclusive do primeiro-ministro Shinzo Abe. "Lamentamos profundamente ter publicado este conteúdo errado. Pedimos sinceramente desculpas ao público, principalmente aos nossos leitores e a todos aqueles que trabalharam em Fukushima Daiichi", afirmou a nota do diário.
Com tiragem de 10 milhões de exemplares, o periódico foi destaque nos principais concorrentes na região, como o Yomiuri, o Nikkei e o Mainichi, que publicaram manchetes com menções à inexatidão do impresso.
Antes de pedir perdão pelo erro, o presidente do jornal Tadakazu Kimura se desculpou em entrevista coletiva e anunciou a demissão do editor-executivo Nobuyuki Sugiura. Ele ainda disse que haverá punições aos repórteres envolvidos e não descartou renunciar ao cargo no futuro.
A reportagem publicada em maio deste ano afirmava que 90% dos trabalhadores da usina de Fukushima teriam se negado a atender uma decisão do então diretor da central, Masao Yoshida, e fugiram para outras instalações. A região foi atingida pelo terremoto e tsunami em março de 2011.
Para justificar a fonte das informações ali apresentadas, o Asahi declarara que teve acesso a transcrição de um interrogatório de Yoshida. Para desmentir o jornal, o governo japonês publicou esses documentos na última quinta-feira (11/9). No relatório, o executivo conta que funcionários abandonaram o local, mas que não contrariaram suas ordens e que a fuga pareceu “a mais correta”.
Em editorial, Kimura admite o erro, mas atribui a “interpretações incorretas” e a falta de apuração para saber se eram verídicas as declarações de Yoshida. O equívoco ganhou dimensões acima do esperado, já que recentemente o diário reconhecer outras falhas em reportagens veiculadas nas décadas de 80 e 90, que tratavam do recrutamento forçado de mulheres durante a 2ª Guerra Mundial.





