Jornal paraguaio chama Dilma de “descarada ” e diz que discurso na ONU foi hipócrita

O jornal paraguaio ABC Color, um dos principais títulos da imprensa escrita daquele país, afirmou em seu editorial na última quinta-feira (2

Atualizado em 28/09/2012 às 14:09, por Luiz Gustavo Pacete.

O jornal paraguaio ABC Color , um dos principais títulos da imprensa escrita daquele país, afirmou em seu editorial desta quinta-feira, (27/9), que a presidente Dilma Rousseff se porta como "descarada e possui postura de grande arbitrariedade na região”.

Reprodução Texto sobre Dilma no site do ABC Color O editorial que tem como gancho o discurso da presidente na 67º Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e destaca falas de Dilma em que ela diz que o Brasil tem sido firme para proteger a integração e a democracia na região. O texto destaca que a mandatária brasileira assume uma postura imperial de grande arbitrariedade na política regional.

“Por exemplo, quando um país como Paraguai submete seu presidente a um processo de juízo político de ‘mau desempenho de suas funções’ de acordo com o artigo 225 da Constituição, na visão da presidente esse Estado merece todo tipo de sanções”. O jornal cita o processo de impeachment sofrido pelo presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, e ainda aponta o ex-presidente como base aliada de Dilma.
No mesmo texto, o ABC Color ressalta que é lamentável que uma nação influente como o Brasil tenha governantes com conceitos tão contraditórios. “Contraditórios sobre o que deve constituir um estilo de vida livre em uma sociedade aberta e plural. Os tiranos e aprendizes de tiranos que ainda subsistem no mundo devem se sentir muito alentados pelo discurso hipócrita da presidente Rousseff diante das Nações Unidas”.
A ira apresentada pelo texto do jornal se dá pelo fato de que o Paraguai vem sofrendo isolamento regional após ter retirado “constitucionalmente” o ex-presidente Fernando Lugo do comando do país, alegando mau desempenho de suas funções. O episódio deu margem para que o país guarani fosse suspenso do Mercosul e desse espaço para a entrada da Venezuela. Segundo Frederico Franco, atual presidente do Paraguai, não é possível permitir e compactuar com um presidente totalitário como Hugo Chávez.