Jornal oficial chinês critica boicote de Spielberg à Olimpiada
Jornal oficial chinês critica boicote de Spielberg à Olimpiada
Atualizado em 20/02/2008 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornal chinês Diário do Povo criticou nesta quarta-feira (20) o cineasta norte-americano Steven Spielberg, por ter desistido de dar consultoria às Olimpíadas de 2008 em Pequim. Na semana passada, Spielberg alegou que a China não usa toda a sua influência para promover a paz na região sudanesa de Darfur.
De acordo com o jornal, órgão oficial do Partido Comunista, "há vaidades políticas 'infantis e risíveis' por trás das restrições ocidentais às políticas chinesas". Em referência à Spielberg, o texto diz que "um certo diretor ocidental é muito ingênuo e apareceu com uma posição exagerada que desafia o bom senso. Talvez seja apenas o temperamento especial das figuras de Hollywood".
O governo chinês considera que "Darfur não foi criado pela China e não está de forma alguma relacionado com as políticas da China na África. Vincular o problema de Darfur à Olimpíada de Pequim é injusto." Entretanto, dá sinais de maior envolvimento na questão, tentando conter críticas e protestos que poderiam ofuscar os Jogos Olímpicos, vitrine para o êxito econômico chinês.
O Diário do Povo disse ainda que os ativistas e a imprensa ocidentais distorcem o papel chinês em Darfur por interesses próprios. O artigo afirmou que "eles dizem estar trabalhando pelo povo de Darfur, mas na verdade estão agindo por auto-interesse. Pressionar a China pode lhes render capital político".
A China compra petróleo e vende armas para o Sudão, levantando suspeitas de dar proteção diplomática ao governo sudanês para evitar uma força internacional de paz no país. O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao afirmou que empenho pela paz em Darfur, e anunciou a ida ao Sudão e à Grã-Bretanha do emissário para a região, Liu Guijin.
Segundo estimativas internacionais, o conflito sudanês já matou 200 mil pessoas e deixou 2,5 milhões de refugiados. O número oficial é de 9 mil pessoas mortas na guerra civil. O governo local é acusado de armar milícias árabes suspeitas de massacrar rebeldes não-árabes na região.
Com informações da Reuters.

De acordo com o jornal, órgão oficial do Partido Comunista, "há vaidades políticas 'infantis e risíveis' por trás das restrições ocidentais às políticas chinesas". Em referência à Spielberg, o texto diz que "um certo diretor ocidental é muito ingênuo e apareceu com uma posição exagerada que desafia o bom senso. Talvez seja apenas o temperamento especial das figuras de Hollywood".
O governo chinês considera que "Darfur não foi criado pela China e não está de forma alguma relacionado com as políticas da China na África. Vincular o problema de Darfur à Olimpíada de Pequim é injusto." Entretanto, dá sinais de maior envolvimento na questão, tentando conter críticas e protestos que poderiam ofuscar os Jogos Olímpicos, vitrine para o êxito econômico chinês.
O Diário do Povo disse ainda que os ativistas e a imprensa ocidentais distorcem o papel chinês em Darfur por interesses próprios. O artigo afirmou que "eles dizem estar trabalhando pelo povo de Darfur, mas na verdade estão agindo por auto-interesse. Pressionar a China pode lhes render capital político".
A China compra petróleo e vende armas para o Sudão, levantando suspeitas de dar proteção diplomática ao governo sudanês para evitar uma força internacional de paz no país. O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao afirmou que empenho pela paz em Darfur, e anunciou a ida ao Sudão e à Grã-Bretanha do emissário para a região, Liu Guijin.
Segundo estimativas internacionais, o conflito sudanês já matou 200 mil pessoas e deixou 2,5 milhões de refugiados. O número oficial é de 9 mil pessoas mortas na guerra civil. O governo local é acusado de armar milícias árabes suspeitas de massacrar rebeldes não-árabes na região.
Com informações da Reuters.






