Jornal mexicano teria que pagar 200 mil pesos para não ser explodido

Jornal mexicano teria que pagar 200 mil pesos para não ser explodido

Atualizado em 03/09/2010 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Os diretores do jornal mexicano Noroeste de Mazatlán teriam recebido três ameças por telefone, atribuídas a integrantes do grupo armado La Línea, para que o prédio da publicação não fosse explodido. Para isso, os suspeitos teriam exigido o pagamento de 200 mil pesos (cerca de R$ 26,5 mil) para não explodirem o prédio da publicação.

O La Línea é rival do cartel de Sinaloa, e luta para manter o controle do narcotráfico na região.

De acordo com o Diário do Nordeste , a procuradoria-geral do estado de Sinaloa, norte do México, onde se localiza o prédio do jornal, afirmaram que a voz ouvidas nas gravações telefônicas corresponderiam a outras que o veículo recebeu na última terça (31), pouco antes de ter sido alvo de tiros.

O Noroeste publicou na edição seguinte ao ataque a manchete "Não vamos ceder!", e afirmou em editorial que o jornal será "fiel aos princípios" de seus fundadores e que continuará exercendo "um jornalismo independente e imparcial, que não fraquejará para seguir garantindo aos sinaloenses seu direito à informação".

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