Jornal marroquino é censurado por divulgar pesquisa sobre popularidade do rei
Jornal marroquino é censurado por divulgar pesquisa sobre popularidade do rei
O jornal marroquino TelQuel teve seus exemplares apreendidos no último sábado (01/08) por publicar uma pesquisa sobre a popularidade do rei Mohammed VI. As autoridades do país ordenaram a apreensão e destruição de todos os exemplares da última edição do semanário - que avaliou os dez anos que o rei está no poder.
Apesar de 91% dos entrevistados terem afirmado que aprovam o monarca, a justificativa da censura foi uma questão de princípios do país. A monarquia em Marrocos "não pode ser objeto de debate, nem por via de sondagem", declarou o ministro da Comunicação Khalid Naciri à agência de notícias AFP.
A decisão foi criticada pela França - onde a publicação também é vendida - através do Ministério dos Negócios Estrangeiros. "Estamos particularmente ligados à liberdade de expressão, protegida pelo Pacto internacional das Nações Unidas relativo aos direitos civis e políticos que Marrocos ratificou, e ao corolário deste, a liberdade de imprensa", declarou Romain Nadal, o porta-voz do Ministério, ao jornal Le Figaro .
A sondagem foi realizada em Marrocos entre os dias 27 de julho e 11 de junho pelo instituto LMS-CSA - uma filial marroquina do CSA, instituto de sondagens francês - e foram entrevistados 1.108 marroquinos com mais de 18 anos, informou o site Publico. Atualmente, há uma tarja preta no site do jornal com a seguinte inscrição: " TelQuel censurado".
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