Jornal Já consegue na Justiça a devolução de seus computadores
Segundo advogados do veículo, apreensão foi irregular
Atualizado em 08/02/2018 às 17:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Jornal Já , de Porto Alegre, que estava com seus equipamentos apreendidos desde o dia 24 de janeiro, conseguiu na Justiça a liberação de suas máquinas. Crédito:Ramiro Furquim
A publicação teve seus computadores e impressoras retidos por conta de uma dívida de R$ 155 mil junto ao Banrisul. A dificuldade em pagar o débito é consequência da condenação do veículo em um processo por danos morais em 2003.
Naquela ocasião, a família do ex-governador Germano Rigotto acionou judicialmente o periódico por causa de uma reportagem publicada em 2001, em que o irmão do político aparecia como envolvido em uma fraude na Companhia Estadual de Energia. A Justiça gaúcha determinou que o jornal pagasse indenização de R$ 17 mil (em 2010, o valor corrigido chegava a mais de R$ 50 mil).
Conforme o editor Elmar Bones disse ao site da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), “a condenação diminuiu o número de anunciantes, especialmente os ligados ao governo, sufocando as contas do jornal e limitando sua atividade”. A carta de anunciantes do jornal era a garantia do empréstimo.
A apreensão dos equipamentos foi feita de forma irregular, segundo os advogados do jornal. Eles afirmam que a Justiça havia determinado a penhora dos bens, não a remoção dos mesmos.
No último dia 24, enquanto Bones cobria o julgamento do ex-presidente Lula na capital gaúcha, um oficial de Justiça foi até a redação, acompanhado por um representante do Banrisul e de um advogado da NSL Advogados, escritório de cobrança terceirizado, e levou três computadores e três impressoras.
A decisão que determinou a devolução dos bens penhorados, publicada no Diário Oficial na última terça-feira (6.fev.2018), dá prazo de 48 horas para seu cumprimento.
Até a publicação desta nota, os equipamentos não haviam sido devolvidos. O site do Jornal Já está se mantendo com laptops pessoais de seus repórteres, mas seus trabalhos de edição e a versão impressa estão paralisados.
A publicação teve seus computadores e impressoras retidos por conta de uma dívida de R$ 155 mil junto ao Banrisul. A dificuldade em pagar o débito é consequência da condenação do veículo em um processo por danos morais em 2003.
Naquela ocasião, a família do ex-governador Germano Rigotto acionou judicialmente o periódico por causa de uma reportagem publicada em 2001, em que o irmão do político aparecia como envolvido em uma fraude na Companhia Estadual de Energia. A Justiça gaúcha determinou que o jornal pagasse indenização de R$ 17 mil (em 2010, o valor corrigido chegava a mais de R$ 50 mil).
Conforme o editor Elmar Bones disse ao site da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), “a condenação diminuiu o número de anunciantes, especialmente os ligados ao governo, sufocando as contas do jornal e limitando sua atividade”. A carta de anunciantes do jornal era a garantia do empréstimo.
A apreensão dos equipamentos foi feita de forma irregular, segundo os advogados do jornal. Eles afirmam que a Justiça havia determinado a penhora dos bens, não a remoção dos mesmos.
No último dia 24, enquanto Bones cobria o julgamento do ex-presidente Lula na capital gaúcha, um oficial de Justiça foi até a redação, acompanhado por um representante do Banrisul e de um advogado da NSL Advogados, escritório de cobrança terceirizado, e levou três computadores e três impressoras.
A decisão que determinou a devolução dos bens penhorados, publicada no Diário Oficial na última terça-feira (6.fev.2018), dá prazo de 48 horas para seu cumprimento.
Até a publicação desta nota, os equipamentos não haviam sido devolvidos. O site do Jornal Já está se mantendo com laptops pessoais de seus repórteres, mas seus trabalhos de edição e a versão impressa estão paralisados.





